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Outros tempos. Outros métodos

Só por estes dias me apercebi, apesar de por lá passar frequentemente, da "Caixa" que a foto documenta e que se encontra num recanto de uma fachada da Igreja de S. Domingos, em Viana do Castelo.
Intrigou-me para que serviria aquela "Caixa" e a data nela inscrita, 1898 (muito antiquíssima).
Tentei informar-me e obtive a seguinte explicação:
Estas Caixas de ferro serviam para dar os sinais de alarme no caso de incêndio. Encontravam-se colocadas no enfiamento da torre sineira das igrejas. No interior da "Caixa" encontra-se um puxador, ligado a um cabo, que depois de accionado fazia funcionar o badalo do sino.
A cidade estava dividida em zonas e os respectivos sinais eram estabelecidos por meio de badaladas cujo número está indicado nas Caixas de ferro fundido, conforme a tabela:
4 Badaladas - Carmo
5 Badaladas - Santo António
6 Badaladas - Misericórdia
7 Badaladas - Monserrate
8 Badaladas - S. Domingos
9 Badaladas - Agonia
3 Badaladas - Para parar
O número de Badaladas que identificavam a zona onde o incêndio tinha lugar, eram repetidas nas diversas torres das igrejas existentes na cidade, de minuto a minuto pelo espaço de meia hora, se antes desse intervalo de tempo o incêndio não tivesse sido completamente dominado.
Não consegui saber até quando este sistema funcionou. Simples ele era, mas não duvido que muito eficaz.


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A partir das 12h00 desta quinta-feira (19), o Castelo de Santiago da Barra e zona envolvente encheram-se de história, cor e alegria. Até 22 de junho, Viana do Castelo continua a recriar os hábitos e costumes característicos da Época dos Descobrimentos. Música, Dança, Teatro, Carrossel, Acampamento/Abarracamento de Cavalos, Exposição de Falcoaria, Artesanato, Repasto e muito mais, vão fazer parte da programação. Consulte o programa completo AQUI . 📸 19 junho 2025 | Olhar Viana do Castelo

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