O templo do Sagrado Coração de Jesus edificado no esporão poente da montanha de Santa Luzia, de onde domina e "abençoa" a cidade de Viana do Castelo, é sem dúvida um dos monumentos mais conhecidos e mais emblemáticos do País. É um excelente exemplo de arquitectura revivalista congregando de uma forma monumental mas harmoniosa elementos neo-românicos, neobizantinos e neogóticos, da autoria de um dos arquitectos de maior projecção nacional e internacional na época, o arquitecto alto-minhoto Miguel Ventura Terra (1866-1919), autor, por exemplo, da remodelação do Palácio de S. Bento, actual Assembleia da República. Embora o projecto date de 1898, a obra só foi iniciada nos primeiros anos do século XX, tendo sido o templo aberto ao culto em 22 de Agosto de 1926, já depois da morte do seu autor, sendo apenas concluído em 1943, quase meia década depois.
Hoje, dia 1 de maio, cumpriu-se uma tradição que ainda se mantém bem viva na cidade de Viana do Castelo, é as varandas dos edifícios da Praça da República aparecerem enfeitadas com as tradicionais “Maias”, ou coroas de flores. A exposição é promovida pela Câmara Municipal e hoje, como em todos os anos, lá estão as “Maias” a embelezar aquela que é considerada a “sala de visitas” de Viana do Castelo. Transcrevo um texto retirado do site da RTAM, que explica o porquê desta tradição das "Maias". A Maia, chamada, também, "Rainha do Maio", ou "Rosa do Maio", era uma boneca de palha de centeio, em torno da qual havia descantes toda a noite (1.º de Maio); outras vezes, uma menina coroada com flores, que se enfeitava com o vestido branco, jóias, etc., sendo colocada num trono florido, e venerada todo o dia com danças e cantares. Esta festa, sem dúvida com reminiscências pagãs (celtas-romanas), foi proibida várias vezes (caso de Lisboa onde em 1402, p...