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''Adesão à CIM só com nova lei''

Artigo publicado no Jornal de Notícias, de 2009-10-16.

José Maria Costa, autarca eleito de Viana do Castelo, põe de parte a adesão do município à comunidade formada pelos restantes concelhos do distrito e afiança pretender lançar as bases de uma "Cidade Náutica".
Rejeita a adesão à Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho enquanto os pressupostos legais que presidiram à constituição deste tipo de organismos não forem alterados e assegura que o Polis "não são só despesas. Foram investidos mais de 90 milhões de euros na cidade". Presidente eleito da Autarquia vianense, José Maria Costa, que conseguiu um resultado histórico para o PS no concelho (aumentando mesmo a votação obtida por Defensor Moura em 2005, apesar de perder um vereador), pretende, a exemplo do anunciado durante a campanha, dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelo Executivo nos últimos anos e coloca a fasquia na dinamização do conceito de uma "Cidade Náutica", uma vez que, assegura: "Viana do Castelo reúne todas as condições para isso".
Estava à espera do resultado eleitoral que obteve?Quando partimos para as eleições, partimos confiantes na vitória. O nosso trabalho era reconhecido e tivemos muitos sinais disso. Não colocámos, porém, nenhuma fasquia, mas tinha a esperança de conseguir um bom resultado e um bom resultado era ganhar as eleições. O facto do resultado obtido ter sido superior aumenta a nossa responsabilidade, e a minha em particular.
Defendeu que a primeira medida a tomar será a constituição de um Conselho Económico e Social. Porquê?Essa será a primeira medida, uma vez que, no nosso entender, existe a necessidade de abarcar num só organismo os agentes culturais, desportivos, económicos e académicos do concelho. Trata-se de uma proposta que visa a constituição de uma base de apoio, uma mesa de concertação de projectos e de intervenções, de modo a projectar o novo plano estratégico da cidade. Temos uma avaliação muito positiva do que foi o plano estratégico da cidade, mas há novos desafios que vamos lançar para discussão. Do nosso ponto de vista, o órgão poderá ajudar a constituir subsídios importantes para uma nova visão de Viana do Castelo, do ponto de vista da sustentabilidade económica, mas também do desenvolvimento de uma nova fileira, que é o nautismo. Será projecto a ser apreciado e discutido no âmbito da assembleia municipal. Há, também, um conjunto de entidades que têm de ser mobilizadas.
Trata-se do desenvolvimento do trabalho iniciado pelo Polis...A questão da nova cultura do mar e a criação de uma cidade náutica prende-se com uma grande intervenção que está programada para a frente ribeirinha. Uma parte vem do Polis, que constituiu uma grande intervenção de requalificação urbanística e ambiental. Agora, prepara- -se um conjunto de intervenções de qualificação dos equipamentos náuticos, para incrementar o turismo náutico da cidade, em que estão previstos espaços para associações e clubes que fomentam a prática de desportos náuticos. Ao mesmo tempo, a medida pretende contribuir para fortalecer o segmento económico da componente náutica, para transformar Viana do Castelo na Cidade Náutica, projecto desenvolvido no âmbito da Valimar, segundo o qual o concelho reúne todas as condições para ser a porta de entrada da região, com a criação da marina atlântica e construção de equipamentos.
Em relação aos projectos da Viana-Polis, que medida pensa tomar quando assumir a Presidência?O Polis encontra-se numa fase quase terminal. Há constrangimentos que se prendem com processos que derivam dos tribunais, pelo que temos de respeitar e aguardar serenamente essas decisões. Agora, os nossos argumentos são válidos. Resultaram de planos de pormenor, de votações e de aprovações efectivas. No entanto, há uma engenharia financeira que, neste momento, não é muito favorável ao clima económico. Gostava de realçar que houve um grande investimento feito em Viana do Castelo pelo programa Polis. Tivemos mais de 90 mihões de euros de investimento directo e temos património que está identificado. Isso também tem de ser colocado na balança. Dada a natureza do programa, com esta engenharia financeira e sendo um programa muito complexo, com uma grande área de intervenção e múltiplos actores, algumas dificuldades surgiram. A novidade da proposta contribuiu para dar alguns ensinamentos, que estão já a ser acautelados no Polis do Litoral.
Durante a campanha e mesmo antes dela, várias foram as forças partidárias que defenderam uma adesão "imediata" à Comunidade Intermunicipal (CIM) do Minho-Lima. Partilha da opinião?Viana do Castelo sempre teve uma visão integrada e de conjunto. Estamos integrados em várias associações, nas quais vamos poder participar, como temos feito. Temos, também, de ter uma visão do que é o nosso espaço territorial. Uma questão é a que se prende com a construção de projectos que sejam alavancadores de uma estratégia de base regional, que possa ajudar todo o distrito e região a desenvolver-se. Outra prende-se com a estrutura administrativa e, neste momento, são de todos conhecidos os argumentos. Estamos numa fase diferente, em que vamos ter uma nova Assembleia da República. Vai haver, naturalmente, novos reajustamentos do ponto de vista legal, pelo que vamos aguardar. As questões das comunidades intermunicipais serão vistas quando houver alterações dos enquadramentos legais, para que possamos fazer uma nova abordagem. Enquanto isso não for alterado, temos de cumprir o que foi o mandato dos vianenses (numa alusão ao referendo de adesão à CIM, rejeitado em Janeiro passado).

MENSAGENS MAIS VISUALIZADAS NOS ÚLTIMOS 7 DIAS

Campo de girassóis chama a atenção em Carreço (Viana)

Um extenso campo de girassóis pinta de amarelo a paisagem na Veiga de Carreço (Viana do Castelo), junto à estrada Nacional 13. Para quem passa por ali é difícil ficar indiferente à imensidão de flores que encanta qualquer um. A beleza é tanta que não falta quem pare por alguns minutos para observar os girassóis e aproveite a paisagem como cenário para tirar algumas fotografias.

Dia do Porto de Viana 2026 terá muita animação e visitas gratuitas

O Dia do Porto de Viana do Castelo é o evento anual em que esta infraestrutura portuária abre portas à comunidade. Realiza-se no próximo sábado, 13 de junho de 2026, entre as 10h00 e 19h00, na marginal de Viana do Castelo, oferecendo atividades de entrada livre, nomeadamente visitas à área portuária em embarcação, visitas gratuitas ao Navio Hospital Gil Eannes, corridas, insufláveis e Animação Diversa (Jardim da Marina). HORÁRIOS E PROGRAMA : • 10h00 / 17h30 - Visitas à área portuária em embarcação • 10h00 / 18h00 - Insufláveis e Animação Diversa (Jardim da Marina) • 10h00 / 19h00 - Visitas gratuitas ao Navio Hospital Gil Eannes • 16h15 - Início da 1ª Corrida Pequenos Corações de Viana • 17h00 - Início da 4ª Corrida do Porto de Viana 📸 Arquivo | @olharvianadocastelo

Domingo (14) é dia de subir o monte em Peregrinação

No próximo domingo, 14 de junho, milhares de peregrinos voltam a subir o monte de Santa Luzia, percorrendo a pé, a partir das 08H30, o trajeto de cerca de cinco quilómetros desde a cidade até à Basílica do Sagrado Coração de Jesus. No final da peregrinação, realiza-se, a partir das 10H30, a eucaristia no Anfiteatro do Jardim das Tílias, celebração presidida por D. João Lavrador. A promessa de peregrinar ao Sagrado Coração de Jesus ocorreu no ano de 1918, no entanto, só no ano de 1921 a promessa começou a ser cumprida. A ORIGEM DA PROMESSA : “ Em 1918 a peste pneumónica assolava toda a população e na cidade de Viana do Castelo realizou-se uma procissão, a 10 de novembro, onde se prometeu subir ao monte de Santa Luzia e fazer a consagração à imagem do Sagrado Coração de Jesus aí presente, se a peste parasse. Tal facto registou-se e por isso a promessa teve de ser cumprida. Impedidos de o fazer em 1919 e 1920, só no ano de 1921 a promessa foi cumprida e repetida todos os anos. ” 📸 junho ...

Até amanhã! Com imagens do Alcantilado de Montedor.

No Monumento Natural do Alcantilado de Montedor, em Carreço, Viana do Castelo, a paisagem convida a descontraídos passeios de bicicleta ou a pé, junto ao mar. Entre a base da encosta do alcantilado e o mar, estende-se um urzal-tojal intercalado com os afloramentos rochosos, que dá vida e cor ao local (ainda que em período de floração reduzida nesta altura).  Em 2020, houve uma recuperação ecológica deste património natural, que consistiu na erradicação e controlo das plantas invasores (acácias), que ocupavam áreas significativas e impediam o crescimento das espécies nativas instaladas (urze e tojo). Infelizmente, passados poucos anos desta intervenção, o local encontra-se novamente ameaçado devido à presença e expansão de espécies invasoras, nomeadamente a acácia, dando origem à perda de área de Urzal e Tojal. O trilho que atravessa o Alcantilado encontra-se, em alguns troços, igualmente invadido por plantas invasoras, dificultando a deslocação de quem lá passa. 📸 10 junho 2026 | ...

Colocação das barreiras definitivas para proteção à catenária na ponte Eiffel

Já se encontram colocados os primeiros, das várias dezenas de painéis em acrílico que vão servir de barreiras de proteção à catenária da linha férrea, na ponte Eiffel, em Viana do Castelo. Esta intervenção visa reforçar as condições de segurança para a circulação pedonal sobre o tabuleiro rodoviário da Ponte Eiffel. Recorde-se que a catenária da ponte está muito próxima do passeio, pondo em risco a segurança dos peões. A colocação destas barreiras definitivas para proteção à catenária, vai permitir a remoção das redes de proteção provisórias há mais de seis anos, e a reabertura da circulação pedonal do passeio existente do lado da via-férrea nas duas rampas de acesso ao tabuleiro superior rodoviário da ponte Eiffel. 📸 12 junho 2026 | @olharvianadocastelo