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Defesa falha explicações sobre entrega de navio

Mais de cinco anos de polémicas, atrasos e dificuldades na construção.

É mais um capítulo na longa história da construção do primeiro navio patrulha oceânico (NPR) em Viana do Castelo. O mês de Janeiro já lá vai e aquela que foi a garantia, em Março de 2009, de que o "patrulhão" chegaria à Marinha no mês passado também se esvaneceu. Pelo contrário, ninguém do Ministério da Defesa aponta, ao DN, datas para a sua entrega.
"Está na fase final de construção, a passar sucessivas provas." É a única resposta do Ministério da Defesa sobre a entrega do NRP Viana do Castelo, em construção desde 2004 nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC). A mesma fonte da Defesa limitou-se, esta semana, a justificar a situação actual com os testes ao navio, os quais estão a contar "com o acompanhamento da respectiva MAF [Missão de Acompanhamento e Fiscalização]", mas sem esclarecer os motivos da não concretização da entrega no prazo previsto ou outra data agendada.
A este facto não serão alheias alterações de projecto impostas ao longo de toda a construção, pela Marinha, à empresa pública e que agora culmina com a falha de mais um prazo na entrega do "patrulhão", o primeiro de oito encomendados ainda por Paulo Portas enquanto ministro da Defesa.
Recorde-se que o primeiro dos navios-patrulha oceânica, segundo a calendarização da empresa, divulgada no seu site oficial, deveria ser entregue a 22 de Janeiro, depois da realização de pro- vas de cais, de provas de mar e da formação e treino da sua guarnição. Prazos que foram sempre apontados como garantidos pela tutela, mas que agora nem comentados são.
Recorde-se que o segundo NPO, o NRP Figueira da Foz, já em fase final de construção, deverá ser entregue em Junho. Ainda no que toca ao reequipamento da Marinha, os ENVC já têm em curso a construção de mais dois NPO, de combate à poluição, e de cinco lanchas de fiscalização costeira, estas últimas com o projecto desenvolvido em parceria com um consórcio holandês.
Depois de mais de cinco anos de polémicas, atrasos e dificuldades na construção do primeiro NPO, inclusive com criticas ás exigências e "constantes alterações" ao projecto por parte da Marinha, o processo de entrega do navio ainda não chegou ao fim.
Pelo meio ficam problemas nos motores que inicialmente equiparam os navios, fornecedores alheios aos ENVC, ou, igualmente, no tipo de armamento (canhões) a equipar o NPO.

Fonte: Diário de Notícias online, de 2010-02-14.

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