O Monumento ao 25 de Abril, erguido na Praça da Liberdade, em Viana do Castelo, foi inaugurado na noite de 24 para 25 de Abril de 1999, altura do 25º aniversário da “Revolução dos Cravos”.
É da autoria do escultor José Rodrigues, mede 16 metros de altura e 7,5 de largura. Feito em chapa de aço, coberta por uma camada exterior ferruginosa que o protege da corrosão.
Inicialmente, do alto do monumento pendia uma corrente em aço que estava cortada na base. Mais tarde, por volta de 2006, como aquela zona é muito ventosa e a corrente oscilava cerca de dois metros para cada lado, por uma questão de segurança houve a necessidade de a cortar, ficando apenas duas argolas e meia penduradas no topo do monumento, enquanto que as restantes “repousam” no chão.
Na base do monumento pode ler-se o seguinte texto: “Homenagem da Câmara Municipal de Viana do Castelo aos Cidadãos que sofreram e morreram vítimas da injustiça e da opressão e louvor à nobre geração de Abril que, há 25 anos quebrou as correntes e abriu as portas da Liberdade”.
Recorde-se que desde 2000, que o assunto anda a ser falado. A construção do mercado no lugar do Edifício Jardim (mais conhecido por prédio Coutinho), foi sendo adiada devido a sucessivas providências cautelares e recursos nos tribunais, apresentados por moradores. A demolição do prédio Coutinho, de 13 andares, foi concretizada no ano de 2022. A empreitada de construção do novo mercado municipal de Viana do Castelo no lugar do prédio Coutinho, começou em setembro de 2025. O início da obra pôs a descoberto vestígios arqueológicos do antigo convento de São Bento (século XVI). Após uma curta paragem, a obra prosseguiu normalmente, em paralelo com os trabalhos arqueológicos. Entretanto, a obra foi novamente suspensa devido a uma providência cautelar interposta pela associação Vian'Acorda e admitida pelo Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Braga. A associação pretendia travar os trabalhos no local para salvaguardar achados arqueológicos. Em outubro de 2026, o tribunal levantou a su...