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Pelos caminhos de Portugal

Esta semana que está prestes a terminar foi aproveitada para dar uma escapadela “cá dentro”.
Descobrir mais um pouco do nosso Património, Natureza, Gastronomia… foi uma experiência única.
Portugal é um País com muitos lugares bonitos, que proporcionam grandes contrastes culturais e arquitectónicos, desde Ílhavo, com o seu Museu Marítimo, a linda praia da Costa Nova e o seu já celebre casario multicolor, passando por Fátima, onde é imprescindível a visita ao Santuário de Fátima (mesmo que a religião não lhe diga muito), Alcobaça e o famoso mosteiro com o mesmo nome, a Batalha onde podemos admirar o seu magnífico mosteiro, o Bussaco com a sua afamada mata e Palácio...

Costa Nova e as cores vivas das casas típicas
Edifício do Grande Hotel do Luso, situado na encosta da Serra do Bussaco é um edifício projectado pelo arquitecto Cassiano Branco, domina a paisagem da vila do Luso, famosa pela excelente qualidade da água que ali nasce.


Basílica de Nª Srª do Rosário de Fátima (Santuário de Fátima)


Igreja da Santíssima Trindade (Santuário de Fátima)


Interior da Igreja da Santíssima Trindade (Santuário de Fátima)


Interior da Igreja da Santíssima Trindade (Santuário de Fátima)


Mosteiro da Batalha, ou Convento de Santa Maria da Vitória (século XIV), foi construído devido a um voto feito por D. João I à Virgem se vencesse a Batalha de Aljubarrota contra os Castelhanos. Eleito pela UNESCO como Património Mundial, é o grande monumento do gótico final português e o primeiro onde se estreou a "arte manuelina".


Pormenor do Mosteiro da Batalha



A Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça, também conhecida como Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, é uma das obras-primas da arquitectura e história Portuguesa, classificada pela UNESCO como Património Mundial, considerada mesmo uma das mais importantes abadias Cistercienses Europeias.
Doada pelo primeiro rei Português, D. Afonso Henriques, a Bernardo de Claraval, as obras de construção da Abadia iniciaram-se em 1178, sendo a primeira obra verdadeiramente em estilo Gótico, erguida em solo português. Os seus traços gerais enquadram-se no rigor, austeridade e pureza das formas construtivas do espírito de S. Bernardo, que se devotava à oração, penitência, renúncia aos bens materiais e trabalho manual, em constante comunidade e no mais absoluto silêncio.



Mosteiro de Alcobaça, túmulo de D. Pedro



Mosteiro de Alcobaça, túmulo de D. Inês de Castro

D. Pedro e D. Inês de CastroO príncipe D. Pedro (1320-1367), casado com D. Constança Manuel, perde-se de amores por uma das aias de sua mulher, a castelhana Inês de Castro. Após a morte de D. Constança, o rei assume publicamente o seu amor por D. Inês, passando a viver maritalmente com esta, nascendo desta relação três filhos. A relação foi condenada pelo pai de D. Pedro, o rei D. Afonso IV, condenando à morte, em 1335, D. Inês, por alegada traição ao reino.
Após subir ao trono D. Pedro I levou a cabo a missão de vingança, condenando com violência todos os culpados e envolvidos na morte da sua amada, decretando também D. Inês como rainha de Portugal.
D. Pedro ordenou a construção do seu túmulo e da sua amada, transladando os restos mortais de D. Inês para o Mosteiro de Alcobaça, constituindo hoje uma das maiores esculturas tumulares da Idade Média no País.
O Rei determinou no seu testamento que, aquando a sua morte, os túmulos deveriam ser colocados de modo a que no dia do juízo final, quando os dois apaixonados ressuscitassem, se olhassem olhos nos olhos.
Hoje em dia estes túmulos são visitados por muitos apaixonados, muitos no próprio dia do casamento, dizendo-se que quem jura fidelidade a este amor, vê a eternidade do seu próprio.




O Palácio Real, do Bussaco, situado na Mata do Bussaco, concelho da Mealhada, foi projectado no finais do século XIX, pelo arquitecto italiano, Luigi Manini, mas também teve intervenções dos arquitectos, Nicola Bigaglia, Manuel Joaquim Norte Júnior e José Alexandre Soares.




Pormenor do Palácio do Bussaco

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