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Concessão das marinas de Viana volta a concurso público em Maio


Num impasse há mais de três anos, a entrega da gestão das três marinas de Viana do Castelo a privados voltou à estaca zero. O Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga acaba de anular o concurso público. A Administração do Porto de Viana do Castelo (APVC), vai ter que lançar novo concurso, previsto para Maio, o terceiro desde 2008. Se o processo decorrer dentro da normalidade no final do verão início do Outono a APVC deverá entregar a gestão dos equipamentos.
Em declarações ao PÚBLICO o presidente do conselho de administração da APVC explicou que o concurso foi lançado de acordo com o decreto-lei que regula a Lei da Água mas o juiz considerou que «o decreto contraria a lei que o fez nascer e que por isso é ilegal».
Segundo Matos Fernandes o diploma em causa estabelece que a publicitação do concurso deve ser efectuada «nos locais de estilo» e, a Lei da Água, que antecede o diploma, determina que o anúncio deve ser publicado em Diário da República.
O processo chegou à barra dos tribunais pela mão do consórcio português, Real Iate Viana, preterido no procedimento concursal que adjudicou ao grupo espanhol MarePuerto Gestão de Portos, Unipessoal, Lda., a concessão dos equipamentos.
No entanto, Matos Fernandes garantiu que «em nenhum momento o acórdão do juiz atende às razões do reclamante e em nenhum momento critica o procedimento da APVC».
O responsável adiantou que era possível o recurso desta decisão mas a APVC “prefere ter uma marina do que ter razão”.
«O processo mais rápido para que isso aconteça é lançar novo concurso e é isso que vamos fazer durante o próximo mês», explicou.
A primeira tentativa de entregar a gestão das três marinas a privados ocorreu em 2008 e fechou deserta. A segunda, agora anulada, tinha atribuído, em Janeiro de 2010, aos espanhóis da MarePuerto, empresa com experiência na gestão de portos de recreio, a concessão, e exploração das três marinas de Viana do Castelo, durante os próximos 30 anos. Apesar do segundo concorrente, a Real Iate de Viana, sociedade formada por empresários locais ter vencido o concurso público, os espanhóis exerceram o direito de preferência, procedimento concursal previsto na Lei da Água.
A futura marina atlântica, prevista no Plano de Pormenor da Frente Ribeirinha, resultará da reconversão da antiga doca comercial, onde está atracado o navio Gil Eanes e onde estão concentrados actualmente os pescadores da cidade.Com cerca de 477 metros de comprimento e 100 de largura, com a reabilitação prevista a referida doca passará a ter capacidade para receber embarcações com mais de 20 metros de calado.
O projecto de recuperação urbanística da zona envolvente da futura marina atlântica prevê ainda a construção de um aparthotel e unidades de restauração.
Actualmente o porto de recreio é constituído por duas docas. Uma, situada a jusante da ponte Eiffel, com 163 postos de acostagem para embarcações até 20 metros de comprimento e 3 metros de calado. Esta doca dispõe de água, energia eléctrica, sanitários e balneários, fornecimento de combustíveis, grade de marés e uma rampa para embarcações. A outra, localizada a montante da mesma ponte, dispõe de 144 postos de amarração para embarcações de menor porte.
Aumentar o número de atracagens já existentes na cidade é o objectivo da construção das novas marinas, já que a aposta no turismo náutico tem sido apontada como uma áreas que o executivo socialista está interessado em explorar.

Fonte: Rádio Alto Minho (21.04.2011)

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Adjudicada empreitada para construção da “CASA MORTUÁRIA MUNICIPAL”

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Um complexo em ruínas chamado Luziamar

Recentemente foi colocada ao redor do que resta deste emblemático empreendimento, uma nova vedação e uma placa com o nome da empresa atual proprietária do espaço. Será que está para breve alguma intervenção no sentido de se recuperar este importante espaço degradado da cidade de Viana do Castelo? O complexo turístico do Luziamar abriu portas em 1974 e fechou em meados da década de 90 do século passado. Durante grande parte do tempo em que se manteve em atividade, foi umas das principais referências na noite da região Norte de Portugal e da Galiza, sobretudo devido à sua discoteca, marcando uma geração que ainda hoje o recorda com saudade. Nos últimos anos, a empresa proprietária do Luziamar já teve diferentes projetos no sentido de recuperar aquele espaço mas, até ao momento, ainda nenhum se concretizou. Em 2015, numa reunião da Câmara Municipal de Viana do Castelo, foi revelado que era vontade do atual proprietário: ..."recuperar a atual envolvência do Luziamar", acresce...

Viana do Castelo em dia de feira semanal

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“Banhos Quentes” - Publicidade de outros tempos

Ao folhear uma publicação já com algumas dezenas de anos, deparei-me com esta publicidade ao Balneário dos “Banhos Quentes da Praia Norte”, que se situava na extinta Av. da Praia Norte, absorvida pelos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.  Este Balneário faz parte das minhas memórias e recordações de tempos passados.  Devido à concentração de iodo nas águas da Praia Norte, estas instalações apelidadas de “Banhos Quentes” (em que a água do mar depois de aquecida era aproveitada para banhos e inalações, como uma forma de terapia e relaxamento), eram muito procuradas por pessoas da região do Alto Minho e da vizinha Galiza. Muitas delas chegavam a dormir, no chão, em casas de pescadores, principalmente naquelas junto ao Campo da Agonia.  É pena que o desinteresse e decadência ditassem o fim desta atividade em Viana do Castelo.  Li há pouco tempo na imprensa, que existe um projeto aprovado, para a instalação junto à Praia Norte, de um Centro de Talassoterapia...