Estaleiros Navais de Viana do Castelo


Desde sempre tive uma afeição muito especial pelos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. Quer por ter morado e vivido até aos meus 15 anos na zona da Ribeira, a poucos metros daquela empresa, mas principalmente por nela terem trabalhado durante muitos anos, o meu pai e um meu irmão.
Os enormes guindastes, as docas secas, o evoluir da construção dos navios, o assistir à movimentação das muitas centenas de trabalhadores, tudo isto me fascinava.
Nos últimos anos, a má gestão (pelo que se ouve dizer), a falta de encomendas e os contratempos com a construção das últimas embarcações, são situações que não têm ajudado a empresa a sair da complicada situação financeira em que se encontra e contribuíram para uma má imagem da já longa história, capacidade e experiência dos ENVC.
O mercado da construção naval é muito competitivo, quer seja na manutenção, reparação e construção de novos barcos. Nos tempos que correm, para conquistar novos clientes, os estaleiros de Viana vão ter que apostar no reforço da sua credibilidade, melhorando a gestão, garantindo qualidade no trabalho, cumprindo prazos, inovando… pois só assim se conseguirá manter esta empresa que é muito importante para a economia do concelho, da região e do País.
Tudo isto vem a propósito de verificar, com agradável surpresa, que presentemente, as docas dos “nossos estaleiros” estão muito bem "preenchidas" de barcos (coisa rara nos últimos tempos).

Comentários

  1. Quem viu este estaleiro e quem o vê. Não há muitos anos os Vianenses tinham orgulho nesta Empresa. Tinha uma reputação enorme quer em Portugal quer no estrangeiro. Primava-se na qualidade e cumpriam-se prazos. Agora é tudo feito em cima do joelho. Construções com problemas que nunca mais acabam. Prazos que se excedem em muitos anos. Construções que dão prejuízo. De quem é a culpa?
    Não culpem só a má gestão. Os trabalhadores também não podem ser excluídos do mau momento que os estaleiros atravessam. A maioria não tem brio profissional. A sua produtividade é muito reduzida.
    Não basta exigir mais direitos há que também cumprir com as obrigações. Os trabalhadores estão lá para trabalhar, não para passar o tempo na casa de banho a ler o jornal ou em amena cavaqueira a discutirem o futebol.

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