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Exposição “Património Artístico da Santa Casa da Misericórdia”

Instalada desde o passado dia 29 de Julho no Museu de Arte e Arqueologia de Viana do Castelo, encontra-se aberta ao público em geral até ao dia 31 de Agosto, a exposição “Património Artístico da Santa Casa da Misericórdia”, onde se mostra parte do património artístico daquela instituição.
Veja algumas obras da exposição.

Nossa Senhora da Vitória c/menino Jesus
Século XVIII (?)
São Francisco Xavier (?)
Século XVIII
Crucifixo
Século XVIII
Nossa Senhora da Conceição (?)
Século XVII (?)

Um pouco da história da Misericórdia (retirada do desdobrável da exposição)

As Misericórdias foram criadas pela rainha D. Leonor em 1498, com o objectivo de praticar as 14 obras de Misericórdia (7 espirituais - para o cumprimento dos princípios da Igreja Católica - e 7 corporais - ligados ao cumprimento das necessidades terrenas).
A grande novidade desta instituição foi o facto de não proteger apenas os seus membros, mas de estar virada para toda a comunidade, transformando-se numa verdadeira instituição de assistência e solidariedade social, com um papel essencial na protecção dos mais desfavorecidos.
A Misericórdia instalou-se em Viana em 1521, ocupando o edifício onde se mantém, na praça da República (então chamada Campo do Forno).
O actual edifício sede é um dos mais interessantes com a fachada composta de varandas, apoiadas em colunas jónicas, com motivos decorativos eruditos maneiristas, aceitando novas influências italianas e do norte da Europa.
Ao seu lado foi construída entre 1716 e 1722 uma igreja desenhada por Manuel Pinto Vila Lobos, cujo interior é um pequeno Museu Barroco de Artes Decorativas, com retábulos de talha dourada e as paredes inteiramente revestidas de azulejos da autoria de Policarpo Oliveira Bernardes.
Esta Igreja está encerrada para sofrer obras de recuperação e, durante este tempo, pode conhecer nesta sala uma pequena parte do património artístico acumulado ao longo destes quase 500 anos de história.
Esta exposição tem ainda a particularidade de apresentar pela primeira vez em conjunto três obras pertencentes à escola de pintura que esteve activa cm Viana no século XVI, fundada por André de Padilha.
João Alpuim Botelho

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Adjudicada empreitada para construção da “CASA MORTUÁRIA MUNICIPAL”

Segundo informação publicada no Portal Base (Contratos Públicos Online), a Câmara Municipal de Viana do Castelo adjudicou, em 30 setembro de 2020, pelo montante de € 781.505,16, a que acresce o I.V.A. à taxa legal, a empreitada da "CASA MORTUÁRIA MUNICIPAL DE VIANA DO CASTELO”, com o prazo de execução de 210 dias. A nova Casa Mortuária irá situar-se na Avenida Capitão Gaspar de Castro, nos terrenos do Horto Municipal, aproveitando a proximidade ao Cemitério existente. A construção, com uma área bruta de 561,70 m2 integra, nomeadamente, quatro salas mortuárias, áreas sanitárias, salas de família e sala de apoio.

Campo de girassóis chama a atenção em Carreço (Viana)

Um extenso campo de girassóis pinta de amarelo a paisagem na Veiga de Carreço (Viana do Castelo), junto à estrada Nacional 13. Para quem passa por ali é difícil ficar indiferente à imensidão de flores que encanta qualquer um. A beleza é tanta que não falta quem pare por alguns minutos para observar os girassóis e aproveite a paisagem como cenário para tirar algumas fotografias.

Um complexo em ruínas chamado Luziamar

Recentemente foi colocada ao redor do que resta deste emblemático empreendimento, uma nova vedação e uma placa com o nome da empresa atual proprietária do espaço. Será que está para breve alguma intervenção no sentido de se recuperar este importante espaço degradado da cidade de Viana do Castelo? O complexo turístico do Luziamar abriu portas em 1974 e fechou em meados da década de 90 do século passado. Durante grande parte do tempo em que se manteve em atividade, foi umas das principais referências na noite da região Norte de Portugal e da Galiza, sobretudo devido à sua discoteca, marcando uma geração que ainda hoje o recorda com saudade. Nos últimos anos, a empresa proprietária do Luziamar já teve diferentes projetos no sentido de recuperar aquele espaço mas, até ao momento, ainda nenhum se concretizou. Em 2015, numa reunião da Câmara Municipal de Viana do Castelo, foi revelado que era vontade do atual proprietário: ..."recuperar a atual envolvência do Luziamar", acresce...

O Castelo que deu o nome à cidade

Foi a 20 de Janeiro de 1848 que a Vila de Viana do Minho foi elevada a cidade com a denominação de Viana do Castelo. Esta distinção foi concedida pela Rainha D. Maria II. Reza a história que este gesto da Rainha se deveu ao reconhecimento da heróica resistência e lealdade do comandante do Castelo de Santiago da Barra, aquando da guerra civil da Patuleia. (Extrato da carta datada de 20 de Janeiro de 1848, que a Rainha D. Maria II enviou à Câmara de Viana)  “...Hei por bem e me praz, que a Vila de Viana do Minho fique erecta em cidade com a denominação de Cidade de Viana do Castelo, e que nesta qualidade goze de todas as prerrogativas que direitamente lhe pertencem...”

“Banhos Quentes” - Publicidade de outros tempos

Ao folhear uma publicação já com algumas dezenas de anos, deparei-me com esta publicidade ao Balneário dos “Banhos Quentes da Praia Norte”, que se situava na extinta Av. da Praia Norte, absorvida pelos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.  Este Balneário faz parte das minhas memórias e recordações de tempos passados.  Devido à concentração de iodo nas águas da Praia Norte, estas instalações apelidadas de “Banhos Quentes” (em que a água do mar depois de aquecida era aproveitada para banhos e inalações, como uma forma de terapia e relaxamento), eram muito procuradas por pessoas da região do Alto Minho e da vizinha Galiza. Muitas delas chegavam a dormir, no chão, em casas de pescadores, principalmente naquelas junto ao Campo da Agonia.  É pena que o desinteresse e decadência ditassem o fim desta atividade em Viana do Castelo.  Li há pouco tempo na imprensa, que existe um projeto aprovado, para a instalação junto à Praia Norte, de um Centro de Talassoterapia...