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VianaPolis: Terrenos do Parque da Cidade de novo em hasta pública

Parque da cidade, Viana do Castelo

O presidente da Câmara de Viana do Castelo admitiu hoje que existem condições para que, ainda este mês, a VianaPolis possa lançar a terceira hasta pública para a venda dos terrenos do Parque da Cidade.
"Temos condições técnicas para executar a hasta pública até final de julho, mas aguardamos por uma decisão do acionista Estado. Só precisamos que nos validem as condições e os prazos", explicou José Maria Costa, que não antevê dificuldades neste processo, tendo em conta que o valor do concurso já está aprovado. 
A Direção-Geral de Tesouro e Finanças (DGTF) autorizou, em maio, a realização de uma hasta pública, por 7,5 milhões de euros (ME), para a venda dos terrenos do Parque da Cidade, avaliados há seis anos em 21,6 ME. 
O programa deste concurso foi entretanto concluído pela VianaPolis e, segundo o autarca, aguarda apenas a autorização do acionista maioritário - ministérios das Finanças e do Ambiente detêm 60 por cento daquela sociedade -, para que seja "lançado e concluído" ainda este mês. 
Segundo José Maria Costa, existem duas propostas concretas, de sete e 7,5 milhões de euros, de um grupo nacional e de investidores estrangeiros, que manifestaram a intenção de adquirir os terrenos.

Além disso, outros dois grupos, do Qatar e da Inglaterra, também já demonstraram interesse. O negócio envolve 63.199 metros quadrados de terrenos (26 lotes) para a construção de habitação de luxo, 1.776 metros quadrados para comércio, 19.526 metros quadrados de estacionamento, além de um lote de 9.496 metros quadrados para construção de um hotel. 
"Trata-se de um montante [7,5 ME] dentro dos valores do mercado atual e que, a concretizar-se, ainda vai gerar receitas de construção para o município, permitindo o avanço no processo do Parque da Cidade, que é uma zona de excelência e uma prioridade de intervenção", sublinhou o autarca. 
Em causa estão terrenos junto ao rio Lima e intervencionados pela VianaPolis, colocados há venda em 2006 por 21,6 milhões de euros. 
"Nunca valeram esse valor [inicial]. Porque se tivessem valido tinham feito fila para comprar", admitiu José Maria Costa, que à altura do lançamento do Polis era vereador do Ambiente na Câmara de Viana do Castelo. 
Face à falta de interessados, esse valor foi revisto em novembro de 2011 para nove milhões de euros. Contudo, também essa segunda hasta pública não recebeu qualquer proposta para a totalidade daquela área, o mesmo acontecendo com a venda a retalho. 
A sociedade VianaPolis promoveu a recuperação daqueles terrenos e mantém-se em funções com o objeto único de demolir os 13 andares do Edifício Jardim, que continua a esbarrar nos processos judiciais movidos pelos moradores.

Fonte: Agência Lusa (04.07.2012)

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