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A Igreja da Misericórdia de Viana do Castelo reabre esta quinta-feira


A Igreja da Misericórdia de Viana do Castelo, um dos mais importantes exemplares do Barroco, que estava encerrada desde 2010, reabre esta quinta-feira após obras de restauro, anunciou hoje o provedor da instituição. 
Concluída em 1721, desde dezembro de 2010 que aquela igreja estava totalmente encerrada, devido ao perigo de derrocada da cúpula principal, que se encontrava fraturada. "Foi uma intervenção muito delicada, dada a importância, e ao mesmo tempo, o estado em que se encontrava", explicou à agência Lusa Vitorino Reis. 
A empreitada, iniciada em junho de 2011, incidiu, além do reforço da estrutura, ao nível dos históricos azulejos que integram o templo, na consolidação estrutural da capela-mor e do arco cruzeiro e na recuperação da pintura do teto.
"Vamos permitir que os vianenses e os turistas possam visitar esta magnífica joia do Barroco nacional. Será já possível ver, na parte da nave, o teto e os azulejos no seu esplendor original", acrescentou.
Os azulejos, que ilustram as 14 obras de misericórdia, são precisamente uma das relíquias do templo e foram pintados pelo mestre da azulejaria setecentista Policarpo de Oliveira Bernardes. 
A visita, que será permitida a partir de quinta-feira, incluirá o acesso à nova sala de Arte Sacra, que integra "parte significativa do acervo artístico da Misericórdia, com magníficas imagens e pinturas". 
Construída em apenas oito anos, a igreja, classificada Património Nacional em 1910 e é considerado pelos especialistas um "feérico pequeno museu de ornamentação barroca". 
As obras permitiram também o reforço estrutural da cúpula, a recuperação e o tratamento da pedra da fachada, a reabilitação do claustro e da Capela da Senhora do Bom Despacho. 
Estes trabalhos custaram 877 mil euros, comparticipados a 70 por cento por fundos do QREN, no entanto a instituição estima que a investimento final na recuperação daquele património, a concretizar até final do ano, ascenda a um milhão de euros. 
É que a reprogramação da candidatura permitiu alargar a intervenção à fachada do perímetro do edifício da igreja, que funciona como sede da instituição e que já foi o hospital da cidade, sendo este conjunto uma das marcas históricas da principal praça da cidade. 
Uma dessas intervenções arrancou esta semana e decorre na fachada do edifício principal, de três andares, e que apresenta uma estrutura "que não tem paralelo na arquitetura maneirista portuguesa", descrevem os especialistas, por ter sido inspirada nos modelos arquitectónicos da Europa do Norte. 
"Foi um estilo que não vingou. Por isso, sendo único, e com mais de 400 anos, é algo cuja importância da preservação é ainda maior, pela importância nacional que tem. Curiosamente nem se sabe quem a desenhou", sublinha o provedor. 
Dado tratar-se de um dos pontos mais visitados da cidade de Viana do Castelo, a instituição colocou uma tela em toda a dimensão da fachada que será intervencionada, replicando o edifício original. "É uma fotografia, em tamanho real, da fachada, enquanto ao mesmo tempo decorrem as obras. 
Foi uma forma de minimizar os impactos, sobretudo ao nível dos turistas, que podem continuar a tirar fotografias no local", explicou ainda Vitorino Reis.

Texto: Lusa

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