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Russos únicos na corrida à compra dos Estaleiros de Viana


Depois de os brasileiros da Rio Nave terem desistido do negócio, o grupo russo RSI Trading é o único candidato à compra dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. 
A informação foi confirmada à TSF pelo Ministério da Defesa. O grupo brasileiro, um dos dois selecionados para a última fase da reprivatização dos ENVC, comunicou a intenção de não manter a proposta pela empresa pública portuguesa, face à indefinição de Bruxelas em autorizar a conclusão do negócio. 
A venda da empresa está suspensa desde dezembro devido a pedidos de esclarecimento apresentados pela Comissão Europeia ao Governo português por dúvidas na atribuição de apoios estatais aos ENVC de 180 milhões de euros.

A propósito deste processo de investigação lançado por Bruxelas, elementos dos ministérios das Finanças e da Defesa reúnem hoje na Comissão Europeia. 
Em declarações à TSF, o presidente da câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, afirmou ter ficado muito preocupado com a notícia que ouviu esta manhã. 
«Foi com muita preocupação que tomei conhecimento da notícia e isto é também o desbaratar de um certo capital de esperança que havia para uma solução para os estaleiros. É mais um episódio que não dignifica ninguém e vou pedir hoje mesmo uma reunião de urgência com o Ministério da defesa para perceber o que se está a passar», disse à TSF José Maria Costa. 
O grupo russo RSI Trading já confirmou o prolongamento por mais um mês da validade da proposta, que entretanto expiraria, o mesmo não acontecendo, assim, com os brasileiros da Rio Nave. 
«Estamos na corrida e vamos continuar. Mas esta incerteza não é nada positiva e vemos com preocupação a degradação das condições da empresa e da força anímica dos trabalhadores», explicou à Lusa Frederico Casal-Ribeiro, representante em Portugal dos interesses dos russos RSI Trading. 
O responsável admitiu preocupação também com o contrato rubricado em 2011 entre os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) e a empresa de petróleos da Venezuela, por 128 milhões de euros, e que deverá ser «renegociado» pelo Governo português com as autoridades de Caracas, segundo o grupo russo. 
O grupo RSI Trading também garante uma solução para o ferryboat "Atlântida", construído nos ENVC e rejeitado pelo Governo dos Açores. 
A empresa RSI Trading integra a Corporação Financeira da Rússia, do magnata Andrei Kissilov, e a entrada no concurso da reprivatização dos ENVC insere-se nos planos de expansão do grupo.

Fonte: TSF (05.02.2013)

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