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Recuperar ou demolir a Praça de Touros de Viana


A Câmara de Viana do Castelo quer saber se a Praça de Touros pode ser recuperada ou se a adaptação a novas funções, ainda por definir, obrigará à demolição do edifício, disse hoje à Lusa o autarca local. 
"Nós queremos mudar o destino daquele espaço dando-lhe outras funções mas como o edifício é antigo queremos ter a certeza de que a estrutura física ainda está suficientemente robusta para aguentar essa intervenção. Nesse caso, será aproveitada. Se não existirem essas condições, teremos que demolir a estrutura existente para construir um novo edifício ", explicou José Maria Costa. 
A Praça de Touros foi construída em 1948 pela Empresa da Praça de Touros, formada por 32 sócios. Está encerrada desde 2009, altura em que Viana do Castelo se declarou como cidade antitouradas.
Composta por 4.900 lugares e 18 camarotes, teve uma intensa atividade inicial mas, nos últimos anos, ficou reduzida a apenas um espetáculo anual, por altura da Romaria da Senhora d`Agonia, o que aconteceu pela última vez em agosto de 2008. 
Questionado pela Lusa sobre o destino que o executivo municipal quer dar ao espaço, o autarca afirmou que "todos os cenários" ainda estão "em aberto". 
"Temos várias ideias mas ainda não está nada definido. Por isso é que queremos fazer este estudo, para podermos evoluir com outras análises e funções para aquele espaço", afirmou. 
A proposta de adjudicação, por ajuste direto, da prestação de serviços para a execução do "Estudo das condições estruturais do edifício da Praça de Touros" vai ser apreciada na quinta-feira, em reunião ordinária do executivo municipal. 
De acordo com José Maria Costa, a proposta prevê a adjudicação daquele estudo ao Instituto da Construção da Faculdade de Engenharia do Porto que, "num prazo de 60 dias entregará o respetivo relatório". 
Em novembro de 2008, o então presidente da Câmara, Defensor Moura, anunciou a intenção de comprar o imóvel a um grupo privado. 
A aquisição seria concretizada três meses mais tarde pelo valor simbólico de 5.127 euros e previa a instalação naquele espaço, a demolir parcialmente, de um centro de Ciência Viva. 
Contudo, esta ideia seria abandonada meses mais tarde, já com o também socialista José Maria Costa na liderança da autarquia e até hoje não foi dada qualquer utilização pública ao equipamento. 
Já em 2010, José Maria Costa admitiu a possibilidade de instalar naquele espaço o futuro Centro de Mar, mas, "após estudos aprofundados", a hipótese também não vingou e esse investimento está a ser realizado no antigo navio-hospital Gil-Eannes. 
Em 2012 chegou a ser anunciada reconversão da antiga praça de touros num espaço de restauração e atividades náuticas, através de um investimento privado, mas o negócio também não se concretizou.

Notícia da Agência Lusa (11.11.2014)

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