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Resgatado da sucata para se transformar em Navio Museu

O Navio-Museu Gil Eannes comemorou ontem, 31 de Janeiro, 18 anos da chegada a Viana do Castelo, para ser recuperado e transformado em navio-museu, iniciando assim um novo ciclo da sua vida. 
Desde 1998 que “repousa” na antiga doca comercial de Viana do Castelo para mostrar a todos os que o visitam, as memórias de um navio emblemático, que diz muito à população vianense, que tem uma grande ligação afetiva ao navio, não só por ter sido construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, mas também porque deu apoio a muitos pescadores que eram de Viana. Na época havia a Empresa de Pesca de Viana, com muita tradição na pesca do bacalhau e em cujos barcos trabalhavam pescadores oriundos desta região.

Um pouco da história deste Navio: 
O Navio Hospital Gil Eannes, construído em Viana do Castelo nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, iniciou a sua atividade como hospital em 1955, apoiando durante décadas, a frota bacalhoeira portuguesa que atuava nos bancos da Terra Nova e Gronelândia. Desativada a frota bacalhoeira, ficou a apodrecer nas docas de Lisboa, durante muitos anos. Em 1998, a Fundação Gil Eannes, considerando-o património cultural e afetivo da cidade, resgatou-o da sucata por cerca de 250 mil euros, após uma inédita campanha que envolveu todos os estratos sociais vianenses. Em 31 de Janeiro de 1998, foi recebido festivamente na Foz do Lima, onde, depois de limpo e restaurado, foi aberto ao público, assumindo-se como pólo de atratividade para Viana do Castelo. A reconversão transformou-o num espaço museológico, integrando salas de exposição, sala de reuniões, loja de recordações, quiosques multimédia, simulador de navegação…

(clique na imagem para ampliar)

Gil Eannes na cerimónia de batismo em 19 de março de 1955

Regresso a Viana do Castelo do Gil Eannes em 1998 para ser recuperado

O Gil Eannes na atualidade a funcionar como Navio-Museu em Viana do Castelo

O Gil Eannes na atualidade a funcionar como Navio-Museu em Viana do Castelo

Alguns pormenores do interior do Gil Eannes na atualidade

Comentários

  1. Nem tudo o que se diz é verdade ...04 fevereiro, 2016 20:30

    Numa tertúlia realizada muito recente , foram abordadas memórias ligadas à pesca do bacalhau.
    Entre os diversos oradores estiveram presentes o senhor Moreira, natural de Darque.
    Alguém residente em Areosa , noticiou que este ilustre personagem era um investigador da vida social Darqense.
    Pelo que percebi e para quem quisesse ouvir na sala onde foi realizada a tertúlia , o mesmo abordou temas ligados aos funcionários que laboravam na Seca.
    Em especial às mulheres que lavavam, secavam, e aplicavam o sal no " fiel amigo " . Um plateia de espectadores escutou o orador da mesa.
    No final deram a palavra outras pessoas que se encontravam na sala.
    Intervém 2 funcionárias que trabalharam durante longos anos na Seca do Bacalhau, sendo testemunhas reais de muita coisa que se passou na empresa e na faina que lhe estava atribuída. Confirmaram que era um trabalho duro e escravo, vestiam roupa grossa e sobreposta. Algumas mulheres usavam um xaile velho para agasalhar e aconchegar o corpo. O local onde trabalhavam era frio e gélido.
    A senhora Madalena oriunda de Vila de Punhe e uma colega estavam presentes quando decorreu este tema . No seu depoimento confirmaram que certas matérias não correspondiam á verdade histórica. Elas eram testemunhas reais do que lá se passou e viram.
    Foi pena que ao abordar algumas facetas da empresa ( Seca), o orador o senhor Moreira não preparasse convenientemente o texto.
    Não teve o cuidado de confrontar depoimentos , ideias, fatos reais com pessoa idónea para confirmar o que ia relatar.
    Não foi bonito , não foi convincente.
    Foi vergonhoso. Duas funcionárias da seca a contradizer o que tinha referenciado.
    Parabéns ao Sr. Manuel Oliveira Martins pelo estudo e investigação realizada. Autor do livro Viana e a Pesca do Bacalhau "também presente no evento.
    Muito recente apareceu dois novos trajes na região a Saleira e a salgadeira de Darque.
    No livro do Sr. Manuel Oliveira Martins faz referencia que as mulheres contratadas eram " jornaleiras " não tinham horário de pegar nem largar.
    As mulheres eram chamadas consoante a chegada dos navios ao porto de mar. Quando havia descarga do bacalhau estas eram requisitadas vindas das mais variadas freguesias , vila de Punhe , Anha , Castelo, Vila Fria e outras. O trabalhos não se limitava apenas às mulheres de Darque.
    A apresentação deste novos trajes muito recentemente, também não convencem. Confirmado por umas das senhoras presentes na tertúlia a titulo pessoal me disse que fato descrito muito recente era fino de mais para o trabalho duro e árduo .Parece mais um Fato tipo " Tricana ".
    A história tem de ser contada com fatos reais . A informação de hoje é a história de amanhã.

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