Avançar para o conteúdo principal

Farol de Montedor há 108 anos a apoiar a navegação

Em 20 de março de 1910, entrou em funcionamento o Farol de Montedor, situado em Carreço (Viana do Castelo) numa torre quadrangular, construída em granito, com uma altura de 28 metros e uma altitude de 103 metros.
Apesar da evolução tecnológica este farol ainda não se apagou nem perdeu o brilho. Existem em Portugal continental e ilhas cinquenta e seis faróis (no continente quinze estão abertos ao público - Período de Verão (hora legal de Verão): às quartas-feiras entre as 14 e as 17 horas | Período de Inverno (hora legal de Inverno): às quartas-feiras entre as 13:30 e as 16:30 horas), mas não há dois iguais. Cada farol tem características físicas e um código de luz próprio.

UM POUCO DE HISTÓRIA (Texto recolhido no interior do farol)

O alvará da Junta Geral da Fazenda de 1 de Fevereiro de 1758, incluía-o entre os seis faróis que mandava edificar: Berlengas, Nª Sª da Guia, Fortaleza de S. Lourenço (Bugio), S. Julião da Barra, barra do Porto e costa de Viana. 
A verdade porém, é que nem o farol de Montedor nem os outros, viriam a ser concretizados ao abrigo deste alvará. 
A concretização definitiva do projectado farol só começa a adquirir contornos nítidos no seio de uma comissão designada por portaria de 1902. 
Ultimado em 1908 e orçado em vinte e dois contos de reis o projeto da edificação, viria a concluir-se a obra em 1910, data em que o farol começou a funcionar. 
Foi-lhe instalado um aparelho lenticular de Fresnel de 3ª ordem, produzindo grupos de três relâmpagos brancos de 10 em 10 segundos. O aparelho iluminante era um candeeiro de nível constante de 4 torcidas, funcionando a petróleo. Em 1926 o grupo de 3 relâmpagos foi reduzido para 2. 
Ao longo do tempo foi sendo modernizado, principalmente ao nível da energia e da fonte luminosa, funcionando desde 1936 com a incandescência pelo vapor de petróleo, para em 1947 ser ligado à rede elétrica de distribuição pública. 
Posteriormente foram feitas várias transformações, permitindo a este farol possuir equipamento cada vez mais moderno. Em 1987 acabou por ser automatizado, reduzindo em parte a intervenção humana.

LOCALIZAÇÃO | Lugar de Montedor - 8 km a norte de Viana do Castelo. 
FUNÇÃO | Costeiro 
ESTABELECIMENTO | 20 de março de 1910 
ALTURA | 28 m 
ALTUTUDE | 103 m 
ALCANCE | 22 milhas (40 km) 
CARATERÍSTICAS | Dois flashes brancos com intervalos de 9,5 segundos







MENSAGENS MAIS VISUALIZADAS NOS ÚLTIMOS 7 DIAS

Campo de girassóis chama a atenção em Carreço (Viana)

Um extenso campo de girassóis pinta de amarelo a paisagem na Veiga de Carreço (Viana do Castelo), junto à estrada Nacional 13. Para quem passa por ali é difícil ficar indiferente à imensidão de flores que encanta qualquer um. A beleza é tanta que não falta quem pare por alguns minutos para observar os girassóis e aproveite a paisagem como cenário para tirar algumas fotografias.

Viana do Castelo de Outros Tempos

Assim era a cidade em modo postal ilustrado.

Castelo de Santiago da Barra: esquecido, a precisar de intervenção

Classificado como imóvel de interesse público desde 1967, o Castelo ou Forte de Santiago da Barra, em Viana do Castelo, está há muito a precisar de uma intervenção. É lamentável que a um sítio tão importante na história da cidade não seja dada mais atenção. Independentemente da necessidade de uma reabilitação mais profunda, que tarda em acontecer, merece uma intervenção mais imediata, nomeadamente a remoção de vegetação das muralhas e limpeza do fosso (ver fotografias). 📸 12 maio 2026 | @olharvianadocastelo

Pela praia do Cabedelo…

Num simples passeio matinal pela praia do Cabedelo, em Darque, Viana do Castelo, cruzei-me, além de imensas gaivotas (o que é normal), com maçaricos-galegos e borrelhos-de-coleira-interrompida (que nidificam por ali). O borrelho-de-coleira-interrompida é uma ave de pequenas dimensões, cuja coloração é acastanhada por cima e branca por baixo, apresentando uma coleira incompleta. O seu ninho é uma pequena cova, nas dunas ou em pleno areal, e a cor dos ovos confunde-se com a cor da areia. Neste momento, estamos em plena época de nidificação do borrelho-de-coleira-interrompida (Charadrius alexandrinus). A estrutura que se vê na fotografia está a proteger um ninho: permite aos progenitores aceder ao seu Interior e evita a destruição dos ovos (por pisoteio, predadores ou limpezas mecânicas). 📸 13 maio 2026 | @olharvianadocastelo

Arte ou vandalismo?

Grafitar sem autorização não é arte, é vandalismo. Este comboio passou pela estação ferroviária de Viana do Castelo neste deprimente estado de degradação consequência do vandalismo que nada poupa. Para além de danificar o património coletivo, gera altos custos de limpeza. 📸 11 maio 2026 | @olharvianadocastelo