Avançar para o conteúdo principal

Câmara de Viana vai recuperar edifícios degradados do Estado

A Câmara Municipal de Viana do Castelo tenciona reabilitar dois edifícios pertencentes ao Estado, que se encontram fechados há vários anos e em avançado estado de degradação.

Casa dos Quezado, um dos dois edifícios a reabilitar para possível espaço com funções culturais

Casa dos Quezado, um dos dois edifícios a reabilitar para possível espaço com funções culturais

Um dos dois edifícios a reabilitar para possível residência de estudantes do IPVC

O presidente da Câmara de Viana do Castelo vai candidatar a fundos comunitários a reabilitação de dois edifícios do Estado, em "avançado estado de degradação", para criar, num deles, uma residência para estudantes e, no outro, um espaço cultural. 
Em declarações, hoje, à agência Lusa, José Maria Costa revelou que a recuperação dos dois edifícios vai ser incluída no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) que prevê, até 2020, um investimento de 20 milhões de euros na reabitação urbana. 
O autarca socialista explicou que a possibilidade de reabilitação daqueles dois imóveis do Estado, "fechados há vários anos", surge na sequência da aprovação, pelo executivo municipal, na segunda-feira, de seis diplomas de descentralização de competências para 2019. Um deles prevê a transferência, para os municípios, da gestão do património imobiliário público sem utilização. 
"Os diplomas aprovados pelo executivo municipal vão ser apreciados na assembleia municipal do próximo dia 29. Mal tenhamos a aprovação da assembleia, apresentaremos uma proposta ao Ministério das Finanças para que aquele património, que está ao abandono, seja recuperado e colocado ao serviço da comunidade vianense", explicou. 
O autarca classificou como "prioritária" a intervenção num edifício que chegou a ser uma antiga residência feminina de estudantes e delegação escolar de Viana do Castelo. 
A intenção da autarquia é transformar o imóvel, "em mau estado de conservação e ao abandono há muitos anos", em residência para os estudantes do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC). "Já foi feito o levantamento do edifício e já estamos a trabalhar no projeto porque há uma necessidade urgente de espaços para alojar estudantes do (IPVC)", sustentou. 
O outro edifício é localmente conhecido como solar dos Quesados. Até 2009 foi ocupado pela extinta Junta Autónoma das Estradas, atual Infraestruturas de Portugal. Em novembro de 2015, o imóvel foi, parcialmente, destruído por um incêndio e, em junho de 2017, encontrava-se sinalizado pela Saúde após ter sido ocupado por sem-abrigo. 
O imóvel, está situado junto à Escola Secundária Maria Maior, frequentada por mais de 700 alunos. José Maria Costa disse que "devido ao seu elevado valor arquitetónico e patrimonial poderá ser transformado num espaço com funções culturais, até para servir de apoio à escola secundária".
"Infelizmente está muito degradado por estar encerrado há vários anos e por ter sido vandalizado. Iremos também apresentar uma proposta de reabilitação à Direção Geral do Tesouro e Finanças para fins culturais", especificou. 
José Maria Costa adiantou que a lei-quadro da transferência de competências prevê, nesta área do património do Estado, "a possibilidade da Câmara apresentar um programa de intervenção e gestão durante um período de 50 anos". 

Notícia da LUSA (2019.01.22)

Comentários

Enviar um comentário

Mais visualizadas nos últimos 7 dias

Escadório de Santa Luzia

A Basílica de Santa Luzia, situada no alto do monte com o mesmo nome, é o monumento mais conhecido e visitado da cidade de Viana do Castelo. Para lá chegar tem três opções: a estrada, o funicular ou o escadório. Quem optar pelo funicular, fará um percurso de 650 metros, vencendo um desnível de 160 metros, numa viagem com duração de aproximadamente 7 minutos. Quem se sentir atraído a ir a pé pelo escadório, terá que subir 659 degraus. Subir esta escadaria não é assim tão difícil, basta ir com calma, parando quando o cansaço aparecer. Veja algumas fotografias do escadório de Santa Luzia.

Em 2005 era assim...

O Campo d’Agonia / Campo do Castelo num passado não muito remoto. Fotos: Arquivo / Olhar Viana do Castelo

“Mictório” ao ar livre: o mau hábito de urinar na via pública

Esta estrutura situada no espaço relvado da Marina de Viana do Castelo, há muito tempo que é utilizada por algumas pessoas como “mictório” a céu aberto, tal é o mau cheiro que por vezes sente quem por lá passa. Este (mau) comportamento persiste, o que revela falta de civismo.

Casa Brasileira a mais antiga confeitaria de Viana do Castelo

A fachada sóbria da “Casa Brasileira”, a mais antiga confeitaria da cidade de Viana do Castelo, “guarda” no seu interior verdadeiras delícias da doçaria tradicional. Fundada por emigrantes no Brasil, que a abriram precisamente no dia 22 de Março de 1902, no edifício onde ainda existe hoje, em pleno centro histórico da cidade, este estabelecimento citadino foi durante muitos anos um ícone dos doces típicos de Viana do Castelo. Mas, como em tudo na vida, esta confeitaria também teve os seus pontos altos e baixos. Os actuais proprietários, Sr. Norberto Martins e D. Maria Graça Ferreira, ex-emigrantes em França, quando em 2004 assumiram a direcção do estabelecimento, encontraram-no com uma deterioração que fazia esquecer os tempos dourados. Aos poucos, foram renovando o espaço e introduzindo nova doçaria de inspiração francesa que, juntamente com a confecção tradicional fez com que o espaço voltasse a ter a fama e a clientela que entretanto tinha perdido. Entre as especialidades serv

VIANA | Convento de S. Francisco do Monte. Cinco séculos de história votados ao abandono

Desde muito novo que ouço falar do Convento de S. Francisco do Monte, mas nunca o tinha visitado. Na semana passada, na companhia de um amigo, pusemos pés ao caminho e fomos ao encontro do mítico convento. Isolado no meio da encosta do Monte de Santa Luzia, no Lugar de Abelheira, Viana do Castelo, para lá chegarmos foi necessário andar por caminhos pedregosos, com muito mato e de difícil acesso. Antes de chegarmos ao convento, mais ou menos a meio caminho, surge-nos um cruzeiro em granito, encimado por uma cruz. Percorridos mais alguns metros eis-nos em frente a um imponente Pórtico, no cimo do qual se encontram três imagens (S. Francisco, S. Pedro de Alcântara e Santo António). Apesar da entrada se encontrar vedada, olhando para o seu interior, a imagem que se nos depara é desoladora. Só se vê ruína, abandono e vandalismo. O que resta do convento são partes de algumas paredes que ainda se encontram de pé e pouco mais. Convento do século XIV está há vários anos à espera de ser