Avançar para o conteúdo principal

Viana Quinhentista

Praça da República, Viana do Castelo (2019.02.10)

A Praça da República, o verdadeiro postal ilustrado de Viana do Castelo, preserva marcas arquitectónicas de venerável antiguidade, que hoje muito valorizam a cidade.

Chafariz da Praça da República (Séc. XVI)   
Foi construído, ou pelo menos concluído em 1559, sendo obra do mestre canteiro João Lopes "o velho", o mesmo que alguns anos antes executara o chafariz de Caminha e, muito provavelmente, alguns dos chafarizes semelhantes que podemos encontrar em cidades galegas como Pontevedra. Foi durante vários séculos o ponto de abastecimento de água potável da população vianense e, pela sua monumentalidade e localização, uma das referências urbanas do burgo.   

Antigos Paços do Concelho (Séc. XVI)   
Depois que o antigo lugar de reunião do concelho foi ocupado pela igreja de Santa Maria Maior (hoje Sé), foi construída fora de portas esta Casa da Câmara logo no princípio do século XVI. É, como tantas outras construções similares do Noroeste hispânico, um edifício sobradado, tendo no andar nobre a "Câmara" onde reunia a vereação e no piso térreo uma arcada para abrigo das pessoas e de escribas que aqui redigiam, para os iletrados, requerimentos e outros documentos endereçados à Câmara.   

Edifício da Misericórdia e Igreja (Séc. XVI)   
Tendo sido criada em 1520, a confraria da Misericórdia de Viana, desenvolveu-se de tal forma que, no início do segundo quartel do século XVI a mesa resolveu construir a chamada "Casa das Varandas". Este edifício, datado de 1589, é um exemplar único da arquitectura de inspiração renascença e maneirista, com influências italianas e flamengas. Em 1716 iniciaram-se as obras de remodelação da igreja, entregues ao engenheiro militar vianense Manuel Pinto de Vilalobos. Apresenta no seu interior uma grande riqueza decorativa, bem ao gosto da época, quer pela talha em estilo nacional da autoria de Ambrósio Coelho, quer pelos belos revestimentos em azulejo, pintados por Policarpo de Oliveira Bernardes, quer ainda pelos frescos do tecto da autoria de Manuel Gomes. É, sem dúvida, um dos melhores exemplares barrocos de todo o país.

MENSAGENS MAIS VISUALIZADAS NOS ÚLTIMOS 7 DIAS

Andando pela cidade…

📸 4 fevereiro 2026 | @olharvianadocastelo

Há três interessados na concessão das “Docas de Recreio do Porto de Viana do Castelo”

Através de anúncio publicado no Diário da República de 7 de julho de 2025, a APDL - Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, S.A., lançou um Concurso Público para a outorga de um contrato de concessão de uso privativo das Docas de Recreio do Porto de Viana do Castelo, por um período que poderá ir de 15 a 30 anos. A administração da APDL recebeu três propostas de investidores interessados na concessão que contempla o direito de exploração comercial das denominadas “Docas de Recreio do Porto de Viana do Castelo”. A decisão sobre o vencedor será divulgada brevemente. 📸 Arquivo | @olharvianadocastelo

Cartaz da Romaria da Senhora da Agonia 2010

Já foram apresentados o cartaz e o programa da Romaria da Senhora da Agonia 2010. Segundo a organização, a edição 2010 que vai decorrer de 20 a 22 de Agosto, vai ter um orçamento de 420 mil euros e são esperados um milhão de pessoas para assistirem à Romaria das Romarias de Portugal.

Campo de girassóis chama a atenção em Carreço (Viana)

Um extenso campo de girassóis pinta de amarelo a paisagem na Veiga de Carreço (Viana do Castelo), junto à estrada Nacional 13. Para quem passa por ali é difícil ficar indiferente à imensidão de flores que encanta qualquer um. A beleza é tanta que não falta quem pare por alguns minutos para observar os girassóis e aproveite a paisagem como cenário para tirar algumas fotografias.

A famosa travessia do rio Lima pelos romanos

Nas duas margens do rio Lima (na margem direita está o general Decius Junius Brutus no seu cavalo e na margem esquerda os soldados), em frente à Vila de Ponte de Lima, foi erguido no ano de 2009 um Monumento Evocativo da Lenda do Rio Lethes – o Rio do Esquecimento, que desperta a curiosidade dos milhares de visitantes que acodem a esta vila minhota. O que diz a Lenda de um acontecimento com mais de vinte e um séculos: Comandadas por Decius Junius Brutus, as hostes romanas atingiram a margem esquerda do Lima no ano 135 a.C.. A beleza do lugar as fez julgarem-se perante o lendário Rio Lethes, que apagava todas as lembranças da memória de quem o atravessasse.  Os soldados negaram-se a atravessá-lo. Então, o comandante passou e, da outra margem, chamou a cada soldado pelo seu nome. Assim lhes provou não ser esse o Rio do Esquecimento.