Avançar para o conteúdo principal

Apesar da contestação, autarquia vai mesmo avançar com abate de árvores para construir rotunda no Cabedelo


Corte de árvores no porto de Viana vai ter contrapartidas ambientais


A construção dos acessos ao porto de Viana do Castelo vai avançar com o abate de 30 árvores na avenida do Cabedelo, mas com contrapartidas ambientais, disse esta terça-feira o presidente da associação de moradores daquela artéria.


Vítor Dinis, que falava à agência Lusa no final de uma reunião na Câmara de Viana do Castelo, convocada na sequência de uma alternativa apresentada por moradores no Cabedelo para evitar o abate de até 12 das 30 árvores, explicou que o acordo esta terça-feira alcançado será formalizado nos próximos dias.

“As contrapartidas são materialmente relevantes a médio e longo prazo, nomeadamente, a rearborização da avenida do Cabedelo, com exemplares de porte adulto e de outras zonas do lugar da freguesia de Darque. O memorando de entendimento contemplará ainda o calendário para a concretização dessa rearborização. No imediato, existe o compromisso da Câmara de qualificar e classificar as árvores situadas a montante e a jusante da rotunda a construir como de Interesse Público Municipal”, especificou.

Em causa está a construção de uma rotunda de acesso ao porto de mar da cidade, na avenida do Cabedelo, na freguesia de Darque, na margem esquerda do rio Lima que deveria ter sido iniciada no dia 11 de setembro, mas foi embargada por moradores que contestam o abate de 30 dos 170 plátanos existentes nos 628 metros daquela artéria.


Na semana passada, a associação de moradores apresentou uma solução alternativa que propunha o reposicionamento da rotunda, poupando o abate de cerca de 12 plátanos.

Na altura à Lusa, o presidente da Câmara, José Maria Costa, classificou a proposta de “interessante”, prometendo aferir, junto da equipa projetista, da sua viabilidade e apontando para esta terça-feira decisão final a tomar durante o encontro que decorreu com a associação de moradores.


Segundo Vítor Dinis, a autarquia disse que “a proposta não recolheu luz verde da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), por representar uma expropriação adicional de três mil metros quadrados de terrenos”.

“Também no entendimento da equipa projetista da Câmara, parte das árvores que queríamos preservar teriam de ser abatidas para garantir o acesso de veículos de transporte especial ao porto de mar. É entendimento da Câmara que o custo/benefício ficaria em causa”, sustentou.

A Lusa contactou o autarca socialista, mas ainda sem sucesso.

Vítor Dinis adiantou que o autarca socialista deixou a sua palavra de que o abate das árvores “nunca avançará antes da formalização do entendimento” esta terça-feira alcançado.


“É um acordo abrangente, que salvaguarda as questões ambientais, paisagísticas e de segurança rodoviária que não teríamos alcançado se não tivéssemos tomado a posição inicial”, destacou.

Vítor Dinis garantiu que ao longo do impasse, a associação “assumiu uma posição de bom senso e de procura do equilíbrio entre a parte ambiental e económica”.

“Sendo uma infraestrutura de interesse para todo o concelho e para a região achamos que este diálogo trouxe um conjunto de contrapartidas que não teríamos conseguido se não tivéssemos agido como agimos. Este acordo, ainda assim, é benéfico para o Cabedelo”, referiu.


Parada desde 11 de setembro, a última fase da empreitada de três milhões de euros visa melhorar o acesso ao porto de mar para “atrair novas atividades económicas para a área de influência do porto, reduzir os custos operacionais inerentes aos tempos de ligação rodoviária do Porto aos principais polos de atividade, reduzir o ruído e as emissões poluentes, aumentar a segurança da circulação, e contribuir para o descongestionamento da circulação rodoviária, retirando o tráfego pesado das vias urbanas”.

A construção dos acessos rodoviários ao porto de mar foi iniciada em fevereiro de 2019. Os novos acessos, com 8,8 quilómetros e reivindicados há mais de quatro décadas, terão duas faixas de rodagem de 3,5 metros de largura, e representam um investimento superior a nove milhões de euros.

A obra é financiada pela Câmara de Viana do Castelo e pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).


Texto da Agência de Notícias LUSA (2020.10.06)

MENSAGENS MAIS VISUALIZADAS NOS ÚLTIMOS 7 DIAS

Forte da Ínsua

O Forte que tem a particularidade de o poço que se encontra no seu interior, ser um dos três existentes no mundo que se localizam no mar e são de água doce. Situado numa pequena ilha, perto da costa, o Forte da Ínsua, que integra um antigo convento franciscano, é um dos símbolos maiores do concelho de Caminha. Em situação de abandono há alguns anos, foi recentemente concessionado no âmbito do Programa Revive, estando previsto reabrir no início de 2022, transformado em centro de atividades turísticas com alojamento.

Andando pela cidade…

Viana do Castelo ao entardecer.  📸 14 janeiro 2026 | @olharvianadocastelo 

Campo de girassóis chama a atenção em Carreço (Viana)

Um extenso campo de girassóis pinta de amarelo a paisagem na Veiga de Carreço (Viana do Castelo), junto à estrada Nacional 13. Para quem passa por ali é difícil ficar indiferente à imensidão de flores que encanta qualquer um. A beleza é tanta que não falta quem pare por alguns minutos para observar os girassóis e aproveite a paisagem como cenário para tirar algumas fotografias.

Trajes tradicionais do concelho de Viana

O Traje de Lavradeira, o Traje de Mordoma, o Traje de Noiva, o Traje de Meia Senhora, Traje de Dó, Traje de Domingar, Traje de Feirar, Traje de Trabalho… são principalmente usados nas diversas festas e romarias que se realizam ao longo do ano, por todo o concelho. É o momento escolhido para se trazer o passado ao presente, vestindo um destes trajes tradicionais.  É durante a realização da Romaria da Senhora d’Agonia que se concentra um maior número de trajes, nomeadamente no Desfile da Mordomia, Cortejo Etnográfico e na Festa do Traje, ocasião para se admirar a beleza e riqueza de todos os detalhes dos tradicionais e coloridos trajes das diferentes freguesias do concelho de Viana do Castelo.  Estes são alguns dos trajes que tive oportunidade de contemplar, durante o Cortejo Histórico-Etnográfico e Desfile de Mordomia das Festas de Viana do Castelo deste ano.

Gil Eannes recebe recorde de visitas em 2025

O Navio-Museu Gil Eannes, aberto ao público desde 1998 na antiga doca comercial de Viana do Castelo registou, em 2025, o maior número de visitantes da sua história. Ao todo, cerca de 99 mil pessoas visitaram este museu flutuante ao longo do ano. Foram mais 9% do que em 2018, o anterior melhor ano, que teve cerca de 91 mil visitas. 📸 Arquivo | @olharvianadocastelo