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Marcadas para morrer

São 30, as árvores (plátanos) de grande porte, que vão ser abatidas na Avenida do Cabedelo, em Darque, Viana do Castelo, para dar lugar à nova rotunda prevista no projeto de execução da obra do acesso rodoviário ao porto de mar.



Comentários

  1. Viana é cobardia...

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  2. Antes de se fazer a rotunda tem de chegar o tráfego que a justifique. Primeiro a procura depois a oferta. O inverso dá asneira.

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  3. Primeiro Darque .20 outubro, 2020 04:52

    Mas afinal digam lá Darque ,Cabedelo, Cais Novo,Senhora das Areias , o que sāo ?
    Cabedelo é um cabo de areia na foz de um rio .
    No presente é a (fina flor ) de Darque. De Cabedelo nada tem, apenas o topónimo local .
    O terreno não apresenta uma flora diversificada , as espécies que conseguem se adaptar ao local, são os pinheiros , mimosas e austrálias .
    As duas espécies referidas por ultimo são infestantes ,não toleradas em terrenos ferteis porque acabam por destruir o habitat ,fauna ,e cursos de água.
    Estas foram implantadas no local porque o crescimento ,e desenvolvimento eram rápidos . No fim de contas era o que se pretendia "segurar " as dunas.
    Juntos aos passadiços ,frente á Inatel ,as águas do mar estavam avançar rápidamente Isto á 38 anos atrás.
    Com a alteraçao da foz , com o desvio das águas , a remoçao das areias pelo mar foram travadas .
    Agora o local é aprazivel ,num Domingo em pleno Setembro a praia apresentava cerca de 300 surfistas a praticar este desporto .
    Ora vejam 300 pessoas ((praticantes ),monitores ,aluguer de pranchas.
    Baugalows de apoio para os visitantes .
    O Cabedelo tornou-se uma mina de ouro .
    Trata-se de um negócio flurescente que dura toda as estaçoes do ano .
    Cais Novo é um topónimo local ,surgiu com a construção de um novo Cais.
    Para se diferenciar do Cais Velho ,atribuiram esta designação.
    Tudo o que se vê atualmente ,um conjunto de ruas e casas foi -se desenvolvendo nos ultimos 60 anos . Inicialmente um aglomerado de casas contituia o Bairro do Sequeira .
    A constituiçao dos terrenos (areias ) , não era nada mais que a continuação do Cabedelo .
    Os pinheiros e austrálias eram a flora que melhor se adaptava ao local.
    Junto á Seca de Bacalhau ,ainda apresenta rastos de pinheiros mansos de grande longevidade !
    Gradualmente teem desbastado a vegetação e hoje é aquilo que se vê no local.
    O passo seguinte e mais próximo do que se julga ,uma basta área ( mata ) de pinheiros ,junto ao Solar da Familia dos Costas Barros irá ser sacrificada em prol do desenvolvimento .
    Esperem para ver?
    A Senhora da Areias outrora paróquia ,constituía a chamada Darque Maior .
    Motivada pela subida das águas e invasão das areias grande parte da populaçao abandonou o espaços.
    Uns foram para para Anha e outros para a zona onde atualmente está implantada a Igreja Paroquial de Darque.
    Praticamente o que restou deste espaço é a Capela ,o Cruzeiro , a Quinta da familía Mourão a Estrada Real e pouco mais.
    Resta Darque propriamente dito .
    Darque históricamente esteve ao longo de séculos sobre a jurisdisção de Barcelos.
    Nunca pertenceu a Viana.
    Os conflitos com a cidade eram correntes .
    As cargas e mercadorias estavam pendentes da circulaçao de bens e pessoas Darque foi em determinada época um ponto de referência .O Cais Velho era o cais mais importante e movimentado em toda a Ribeira Lima.
    O Cais do Cabedelo foi cais de acostagem de barcos de grande calabro.Em Darque existiu um estaleiro junto a capela de São Lourenço onde a familia Magalhães teve certa relevância na construção de "Lugres".Muito próximo á Seca foi edificada , uma fábrica de Louça ( Darque )do tempo de Marques de Pombal . Junto ao Cais Velho ,no largo realizava -se feira de 15 em 15 dias .
    Era ponto de referência nas viagens e peregrinaçoês a Santiago de Compostela.





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  4. Primeiro Darque ( continução)20 outubro, 2020 09:58

    Um Príncipe de Medecis, acompanhado de uma grande comitiva ( Pintor, médicos, cozinheiros, historiadores e demais pessoas ) por volta de 1600 estiveram nestas paragens.
    Para referência ao local , o Príncipe deu ordens ao pintor para fazer ( quadro ) um relato da passagem .Na referida imagem aparece a margem da cidade de Viana . Na margem esquerda Darque , aparece o acesso ao Cais de São Lourenço , e a Capela do mesmo nome. O Cabedelo à época era um extenso areal que não passava de uma uma " língua de areia ", que entrava pelo mar a dentro .
    O etnógrafo, antropólogo , historiador e autor do livro " a outra margem da cidade " apresenta uma estampa no referido livro onde refere que o desenho é de autor desconhecido . Mas na verdade não foi assim o autor( Pintor )era um dos elementos importantes ,que fazia parte da comitiva da referida viagem do Príncipe a Santiago de Compostela.( Não menciono o nome do mesmo porque não localizo ,alguns apontamentos do meu arquivo pessoal sobre o assunto) .
    As belas pinturas executadas à época são referências a localidades de passagem por França , Espanha, Portugal e Espanha.
    São tão importantes , que se encontram num Museu em Itália.
    As localidades de referência a norte de Viana são a vila de Caminha , e a sul São Pedro de Rates.As mesmas faziam parte da rota das Peregrinações a Santiago de Compostela.
    Com todas estas referências sobre a margem esquerda do Rio Lima ,pretende -se dizer que as belezas naturais de uma terra importante como foi Darque , não se negoceiam ,mantém -se porque fazem parte da história, memórias e vivências de um povo . Ao longo de anos Darque esteve esquecida , para não dizer ignorada . Da sua entidade e história pouco resta . As gerações novas tem de ser firmes e defender aquilo que lhes pertence. O pouco que resta memórias (espaço físico) até esse corre o risco de desaparecer por completo.
    " Não faz sentido destruir um lado e proteger outro " .

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  5. No texto atrás mencionado fala na flora (pinheiros ,austrália ,mimosas ) ,alguém Darquense pode dizer se a referida flora ( vegetação ) é do Cabedelo ou de Darque .

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  6. Primeiro Darque (continuação)21 outubro, 2020 07:12

    O Príncipe Cósimo III de Medecis esteve Darque em 28 de Fevereiro de 1668.
    Os registos gráficos encontram-se na Biblioteca Laurenziana de Florença. O autor das pinturas que dão uma visão da paisagem urbana e rural que fez parte da comitiva chamava-se Maria Baldi. Um celebre pintor florentino. Lembro que estas informações estiveram omissas , no autor do livro " A outra margem da cidade " , que erradamente dava a pintura como se fosse de um autor desconhecido .

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  7. Primeiro Darque .25 outubro, 2020 08:28

    Uma lição de história a Cândido Gonçalves. Muitas gafes ainda poderia mencionar sobre o referido livro.
    Num outro momento , farei referência a outras situações redigidas no livro .

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