Avançar para o conteúdo principal

Desconstrução do prédio Coutinho pode avançar

 

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga (TAFB) julgou improcedente o processo cautelar movido pelos últimos moradores ao prédio Coutinho, em Viana do Castelo, para travar a desconstrução do edifício de 13 andares, foi hoje divulgado.

Em declarações à agência Lusa, fonte da sociedade que gere o programa Polis de Viana do Castelo adiantou ter sido notificada da sentença proferida no âmbito da providência cautelar de suspensão de eficácia dos ofícios que determinaram a desocupação do edifício, no dia 24 de junho de 2019".

Aquela sentença foi proferida no dia 20 e comunicada às partes, na semana passada, e analisada na segunda-feira, em reunião do conselho de administração da VianaPolis.

A fonte adiantou que com esta decisão "irão ser retomados os trabalhos de desconstrução do prédio Coutinho, como é localmente conhecido".

A mesma fonte indicou que os moradores "pediram um prazo entre 30 e 60 dias para abandonarem as seis frações do edifício que são propriedade da VianaPolis, mas das quais a sociedade não detém as chaves por estarem ocupadas pelos moradores que resistiram".

A Lusa tentou contactar o advogado e um dos moradores no edifício, mas sem êxito.

Na sentença, a que a Lusa teve acesso, com 29 páginas, o tribunal refere que "sendo os requisitos de que depende a concessão da providência cautelar cumulativos, a falta de alguns conduz à negação do pedido".

"Por isso, considerando-se que não está demonstrado o 'fumus boni iuris' [expressão que significa sinal de bom direito ou aparência de bom direito] fica prejudicado o conhecimento dos restantes pressupostos, nomeadamente, o 'periculum in mora' [perigo da demora] e a ponderação de interesses públicos e privados em presença, não podendo concluir-se que a pretensão dos requerentes é digna de proteção em sede cautelar", lê-se no documento.

A VianaPolis invocou litigância de má fé por parte dos moradores, mas o tribunal considerou que "ficou por provar que a atuação dos requerentes [moradores] foi dolosa ou gravemente negligente, inexistindo, portanto, fundamento para a sua condenação".

"Nos termos e com os fundamentos acima expostos julgo improcedente o processo cautelar e, em consequência, absolvo a requerida [VianaPolis]", termina o documento. Condeno os requerentes no pagamento das custas", declara o tribunal.

A VianaPolis iniciou, em junho de 2019, o despejo "de seis frações" do Edifício Jardim, mas os últimos moradores recusaram sair e, em julho desse ano, o mesmo tribunal aceitou uma nova providência cautelar que suspendeu os despejos e a desconstrução do edifício.

A contestação à habilitação de herdeiros da mulher de um dos moradores, que morreu em julho de 2019, atrasou o desfecho da providência cautelar que travou a desconstrução do edifício.

A sociedade VianaPolis é detida em 60% pelos Ministérios do Ambiente e das Finanças e em 40% pela Câmara de Viana do Castelo.

Anteriormente à Lusa, o vice-presidente daquela sociedade, Tiago Delgado, lembrou que a VianaPolis moveu uma ação contra os moradores em seis frações do prédio, onde chegaram a viver cerca de 300 pessoas, para "lhes imputar os custos da demora" na desconstrução do edifício.

"Vamos reforçar o pedido de indeminização com o prejuízo de mais este ano de atraso", sustentou, referindo à ação de responsabilidade civil movida, em janeiro de 2020, por aquela sociedade contra os "ocupantes" do prédio Coutinho.

Na altura, a VianaPolis disse querer ser ressarcida de 845.197,80 euros pelo adiamento da desconstrução do edifício.

Em dezembro último, a assembleia-geral da VianaPolis decidiu a prorrogação da atividade da sociedade por mais um ano, para a concretização do projeto de desconstrução.

A vida daquela sociedade tem sido consecutivamente prolongada devido ao impasse judicial, mantendo inalterado o objeto social: a desconstrução do prédio Coutinho.

O prédio Coutinho tem desconstrução prevista desde 2000, ao abrigo do programa Polis, mas a batalha judicial iniciada desde então pelos moradores tem vindo a travar o processo.

O projeto, iniciado quando era António Guterres primeiro-ministro e José Sócrates ministro do Ambiente, prevê para o local ocupado pelo prédio, no centro da cidade, a construção do novo mercado municipal.


Notícia da LUSA de 2021.01.26

MENSAGENS MAIS VISUALIZADAS NOS ÚLTIMOS 7 DIAS

Campo de girassóis chama a atenção em Carreço (Viana)

Um extenso campo de girassóis pinta de amarelo a paisagem na Veiga de Carreço (Viana do Castelo), junto à estrada Nacional 13. Para quem passa por ali é difícil ficar indiferente à imensidão de flores que encanta qualquer um. A beleza é tanta que não falta quem pare por alguns minutos para observar os girassóis e aproveite a paisagem como cenário para tirar algumas fotografias.

Os Parques de Estacionamento Grátis, mais Baratos e mais Caros de Viana

Se reside em Viana do Castelo ou é um visitante ocasional mas tem dificuldades em encontrar lugares de estacionamento na rua (gratuitos ou a pagar), a solução passa por recorrer a parques. Comparámos os tarifários de alguns desses parques de estacionamento públicos ou privados (tanto à superfície como subterrâneos) perto do centro da cidade (entenda-se por centro, a Praça da República). Veja na tabela abaixo quais os mais baratos e os mais caros. NOTA:  O Parque do Gil Eannes e o Parque da Marina/Cais Viana são à superfície os restantes são subterrâneos. O Parque da Estação Viana Shopping é grátis de 2ª a 5ª feira a partir das 20:00 (DIAS ÚTEIS)

NEOPOP Festival prepara-se para a 20ª edição

A poucos dias do arranque da 20ª edição do NEOPOP Festival, é grande o movimento no recinto onde vão ser montados os três palcos. De 6 a 8 de agosto, sobem mais de 60 artistas aos três palcos. O NEOPOP Festival celebra a sua 20ª edição sob o nome ANTIPOP. Considerado o maior evento de música eletrónica em Portugal e um dos mais prestigiados da Europa, atrai milhares de visitantes nacionais e internacionais. Realiza-se junto ao Forte de Santiago da Barra, em Viana do Castelo. 📸 30 julho 2026 | @olharvianadocastelo Saiba tudo sobre o NEOPOP 2026, AQUI .

Viana do Castelo em dia de feira semanal

Esta velha e tradicional atividade realiza-se semanalmente, às sextas-feiras, no Campo d’Agonia/Campo do Castelo. Neste grande espaço de venda ao ar livre, encontra-se uma diversidade de produtos, nomeadamente louças, tecidos, roupas, calçado, atoalhados, móveis, vasilhame, ferramentas, cobres entre muitos outros. Horário de funcionamento | Verão das 07h00-20h00 / Inverno das 07h00-18h00. Feira Semanal em Viana do Castelo (2019.10.25) Feira Semanal em Viana do Castelo (2019.10.25) Feira Semanal em Viana do Castelo (2019.10.25) Feira Semanal em Viana do Castelo (2019.10.25) Feira Semanal em Viana do Castelo (2019.10.25) Feira Semanal em Viana do Castelo (2019.10.25) Feira Semanal em Viana do Castelo (2019.10.25) Feira Semanal em Viana do Castelo (2019.10.25)

Nostalgia | Louça Regional de Viana

Já fizeram parte do dia-a-dia de muitos portugueses, presentemente são meras peças de coleção ou servem de decoração em alguns lares do nosso país. A fábrica que as fabricava tem a sua produção suspensa há já vários anos.  Um pouco de história:  A fábrica de louça de Viana sedeada no Lugar do Cais Novo, na freguesia de Darque, Viana do Castelo, iniciou a sua produção de faiança no ano de 1774, vindo a encerrar em 1855.   Só passados noventa e dois anos, em 1947, é que é fundada a Empresa de Cerâmica Regional Vianense, Lda., mais conhecida por Fábrica da Meadela, com o objetivo de retomar a tradição da cerâmica artística vianense.   Produzida em porcelana, distinguia-se por ser totalmente pintada à mão e cozida a uma temperatura de 1400º, que lhe dava uma resistência que outras não possuíam.   Tendo nos últimos anos adotado a denominação de “Louça Regional de Viana”, produzia peças não só decorativas, mas também utilitárias e funcionai...