Avançar para o conteúdo principal

Museu flutuante de Viana recebeu mais de 1,2 milhões de visitas


O navio-museu Gil Eannes, atracado em Viana do Castelo desde agosto de 1998, recebeu 1.206.500 visitas em 25 anos.

A HISTÓRIA DESTE NAVIO CONTADA POR QUEM O CONSTRUIU (Texto retirado do site dos extintos Estaleiros Navais de Viana do Castelo).

Este "Gil Eannes" veio substituir um outro navio com o mesmo nome e que desempenhou ao longo dos anos a mesma missão nos mares da Gronelândia. É óbvio que o "Gil Eannes" que construímos dispunha de condições que o seu antecessor não poderia ter, já que não tinha sido feito para a actividade que desempenhou e só conseguida depois de reconvertido.  
O "Gil Eannes", em 1955, na primeira viagem, iria assistir uma frota pesqueira de 70 unidades, com uma arqueação bruta de 64.093 toneladas e capacidade para 950 mil quintais de peixe, tendo a bordo cerca de 4.900 tripulantes.  
Era um hospital flutuante. Composto por 3 pavimentos devidamente apetrechados para todas as situações hospitalares, a sua capacidade permitia-lhe receber até 70 doentes.  
No primeiro pavimento, estavam instalados os gabinetes de consulta e de radiologia, apetrechados com o material mais moderno para a época.  Dispunha ainda de salas de espera e tratamento, câmara escura, enfermarias completamente isoladas para doentes infecto-contagiosos, com serviços sanitários e com privativos: camarotes dos dois médicos , capelão e biblioteca, alojamento para 12 convalescentes, refeitório e sala de estar, copa das restantes enfermarias, farmácia, depósito de medicamentos, arrecadação da roupa dos internados, lavandarias, secagem e engomarias comuns, etc.
No segundo pavimento, ficavam uma enfermaria para oficiais, outra para doentes em observação, com os respectivos serviços sanitários, a enfermaria geral com 40 camas subdivididas por divisórias, servidas por largas janelas que davam a possibilidade aos doentes de poderem assistir dos seus leitos e em conjunto à celebração da missa. A vante desta enfermaria, este pavimento dispunha também dos alojamentos dos enfermeiros, sala dos curativos e gabinete do enfermeiro de vela.  
No terceiro pavimento, localizava-se o bloco operatório e de ortopedia, constituído por ampla sala de operações , apetrechada do necessário material, salas de desinfecção e esterilização, gabinete de agentes físicos e laboratório de análises.  
Os 3 pavimentos ligavam-se por amplas escadas e elevador com maca para transporte de doentes. Em situações de emergência, a lotação do navio podia ir até aos 320 doentes.  
O "Gil Eannes" dispunha, como se subentende, de local de culto. Para além da capela da enfermaria, possuía o navio de uma capelinha que abria a toda a largura da tolda, onde sobressaía um artístico painel a óleo, da autoria do pintor Domingos Rebelo, representando ao centro Nossa Senhora dos Mares e tendo aos lados um pescador e um grupo familiar.

Em 1997, é vendido a um sucateiro para abate. Perante a situação, a comunidade vianense reuniu-se e resgatou-o da sucata. Em janeiro de 1998 chega a Viana do Castelo, dá entrada nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo e recebe profundas obras de reabilitação com o apoio de várias instituições vianenses. Sendo propriedade da Fundação Gil Eannes, entidade privada sem fins lucrativos, passa a estar em exposição pública desde agosto de 1998.

MENSAGENS MAIS VISUALIZADAS NOS ÚLTIMOS 7 DIAS

Loja da Fábrica da Louça Regional de Viana volta a abrir este fim de semana

Desde junho de 2026, que centenas de pessoas já passaram pela loja da Fábrica da Louça Regional de Viana, situada na Rua da Fábrica, Meadela, Viana do Castelo, para adquirir peças desta emblemática louça. Recorde-se que esta fábrica encerrou e deixou de produzir desde 2006, tendo em stock ainda cerca de um milhão de peças que os atuais proprietários estão a tentar vender. Para o efeito, desde junho deste ano que abrem a loja um fim de semana por mês, até esgotar o stock. Este fim de semana, volta a abrir portas este sábado, dia 3, das 14h00 às 19h00 e no domingo, dia 4, das 10h00 às 13h00. Aproveite o fim de semana e passe por lá!  📸 Arquivo | @olharvianadocastelo

Viana do Castelo de Outros Tempos. Reconhece estes lugares?

Os anos passam, as paisagens e os lugares mudam. Estas fotografias antigas de Viana do Castelo mostram-nos como eram as ruas e as vistas de algumas zonas da cidade. A cidade transformou-se, cresceu, ganhou novos contornos. Consegue encontrar as diferenças? 

Centro Histórico de Viana do Castelo

O Dia Nacional dos Centros Históricos (DNCH) assinala-se, oficialmente, hoje 28 de março.  A Praça da República é o coração do Centro Histórico da cidade de Viana do Castelo. Rodeada pelos Antigos Paços do Concelho, o Chafariz, a Misericórdia e edifícios antigos, ela guarda parte importante do património e da história do nosso centro histórico. A partir da Praça da República, aventure-se pelas ruas, quelhas e vielas do peculiar centro histórico onde em cada canto pode encontrar aspetos interessantes da história de Viana do Castelo. Desfrute da beleza da Sé Catedral, edifício do Hospital Velho, Casa dos Nichos, Antigo Convento de Sant’Ana (Igreja da Caridade), Casa dos Condes de Carreira, Casa dos Costa Barros, Estátua de Viana, Igreja das Almas, Capela das Malheiras, Casa da Vedoria, Casa Barbosa Maciel, Casa dos Lunas…

“Fábrica de Louça da Meadela” a fazer história desde 1947

A fábrica de louça de Viana sedeada no Lugar do Cais Novo, na freguesia de Darque, Viana do Castelo, iniciou a sua produção de faiança no ano de 1774, vindo a encerrar em1855.  Só passados noventa e dois anos, em 1947, é que é fundada a Empresa de Cerâmica Regional Vianense, Lda., mais conhecida por Fábrica da Meadela, com o objectivo de retomar a tradição da cerâmica artística vianense.  Produzida em porcelana, distingue-se por ser totalmente pintada à mão e cozida a uma temperatura de 1400º, que lhe dá uma resistência que outras não possuem.  Tendo nos últimos anos adoptado a denominação de “Louça Regional de Viana”, produz peças não só decorativas mas também utilitárias e funcionais que podem ser utlizadas no dia a dia.  A louça regional utilitária e decorativa que esta fábrica produz baseia-se em três motivos distintos: motivos religiosos, florais e brasões de famílias antigas que tiveram a sua história na cidade de Viana. Produz igualmente reproduções ...

Há um novo hotel para conhecer em Viana do Castelo

O Axis Avenida, hotel de 4 estrelas, que nasce da reabilitação da histórica Estação Ferroviária de Viana do Castelo, construída no século XIX, está prestes a abrir portas.  Com 50 quartos, o restaurante Desvio by Hamilton e um bar integrado na receção, o Axis Avenida, inspira-se na temática ferroviária, integrando peças históricas cedidas pela IP Património que homenageiam a memória e a identidade deste emblemático edifício. 📸 3 agosto 2026 | @olharvianadocastelo