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“Mercado dos Descobrimentos”, de 07 a 10 de junho

A cidade de Viana do Castelo vai entrar na época dos Descobrimentos e mostrar as riquezas que os portugueses trouxeram do continente americano. Desde o chocolate, ao café, passando pelo milho, pimentos e batatas, até aos perus, os novos produtos e especiarias do outro lado do mundo vieram revolucionar a cozinha portuguesa.
 
A segunda edição do “Mercado dos Descobrimentos”, de 07 a 10 de junho, vai fazer uma ponte histórica e cultural entre os dois lados do Atlântico, com diversos apontamentos musicais, teatrais e de animação, com destaque para o artesanato e a gastronomia.
 
O Castelo Santiago da Barra e a zona envolvente terão oito diferentes espaços, com um programa de animação itinerante durante mais de 20 horas e a participação de 150 mercadores, artífices, artesãos e regatões, característicos da época dos Descobrimentos ao longo dos quatro dias. 
 
“Voltamos a aliar a história, a animação, a cultura e a gastronomia num único evento que contará com mais de 60 momentos ao longo de três dias para dar a conhecer a nossa história porque só a conhecendo é que podemos valorizá-la", destacou Manuel Vitorino, presidente da VianaFestas, entidade promotora das festividades da cidade, e vereador da Cultura da Câmara Municipal de Viana do Castelo.
 
Entre os vários momentos de música, teatro, danças e oficinas, destacam-se os Cortejos dos Navegadores e os vários momentos temáticos como o “Canto do Cacau”, pelas Cantadeiras do Vale do Neiva ou a “Magia com Café” com Carlos Murillo e o grupo Teatro à Sexta.
 
“Este ano teremos um espaço dedicado aos mais pequenos - os Navegadores de palmo e meio- onde poderão experimentar jogos renascentistas, oficinas temáticas, pinturas faciais com especiarias, ouvir histórias e lendas. É importante que os mais novos também conheçam a importância que o concelho teve nessa época, através de atividades que despertem o interesse”, acrescentou Manuel Vitorino.
 
No primeiro dia as portas do Castelo abrem das 20:00 até às 24:00. No sábado e no domingo as portas abrem às 12:00 e encerram às 24:00. No último dia, o encerramento acontecerá às 20h00
 
O programa detalhado pode ser consultado AQUI.
 

Viana do Castelo foi fundada no século XIII, pelo rei Afonso III, então com o nome de Viana da Foz do Lima, mantendo desde sempre uma profunda ligação ao rio e ao mar. Na época dos descobrimentos portugueses, entre os séculos XV e XVI, saíram dos estaleiros que já então existiam em Viana do Castelo, naus e caravelas para as rotas da Índias e das Américas, regressando com especiarias e outras cargas preciosas.



MENSAGENS MAIS VISUALIZADAS NOS ÚLTIMOS 7 DIAS

Adjudicada empreitada para construção da “CASA MORTUÁRIA MUNICIPAL”

Segundo informação publicada no Portal Base (Contratos Públicos Online), a Câmara Municipal de Viana do Castelo adjudicou, em 30 setembro de 2020, pelo montante de € 781.505,16, a que acresce o I.V.A. à taxa legal, a empreitada da "CASA MORTUÁRIA MUNICIPAL DE VIANA DO CASTELO”, com o prazo de execução de 210 dias. A nova Casa Mortuária irá situar-se na Avenida Capitão Gaspar de Castro, nos terrenos do Horto Municipal, aproveitando a proximidade ao Cemitério existente. A construção, com uma área bruta de 561,70 m2 integra, nomeadamente, quatro salas mortuárias, áreas sanitárias, salas de família e sala de apoio.

Campo de girassóis chama a atenção em Carreço (Viana)

Um extenso campo de girassóis pinta de amarelo a paisagem na Veiga de Carreço (Viana do Castelo), junto à estrada Nacional 13. Para quem passa por ali é difícil ficar indiferente à imensidão de flores que encanta qualquer um. A beleza é tanta que não falta quem pare por alguns minutos para observar os girassóis e aproveite a paisagem como cenário para tirar algumas fotografias.

Um complexo em ruínas chamado Luziamar

Recentemente foi colocada ao redor do que resta deste emblemático empreendimento, uma nova vedação e uma placa com o nome da empresa atual proprietária do espaço. Será que está para breve alguma intervenção no sentido de se recuperar este importante espaço degradado da cidade de Viana do Castelo? O complexo turístico do Luziamar abriu portas em 1974 e fechou em meados da década de 90 do século passado. Durante grande parte do tempo em que se manteve em atividade, foi umas das principais referências na noite da região Norte de Portugal e da Galiza, sobretudo devido à sua discoteca, marcando uma geração que ainda hoje o recorda com saudade. Nos últimos anos, a empresa proprietária do Luziamar já teve diferentes projetos no sentido de recuperar aquele espaço mas, até ao momento, ainda nenhum se concretizou. Em 2015, numa reunião da Câmara Municipal de Viana do Castelo, foi revelado que era vontade do atual proprietário: ..."recuperar a atual envolvência do Luziamar", acresce...

O Castelo que deu o nome à cidade

Foi a 20 de Janeiro de 1848 que a Vila de Viana do Minho foi elevada a cidade com a denominação de Viana do Castelo. Esta distinção foi concedida pela Rainha D. Maria II. Reza a história que este gesto da Rainha se deveu ao reconhecimento da heróica resistência e lealdade do comandante do Castelo de Santiago da Barra, aquando da guerra civil da Patuleia. (Extrato da carta datada de 20 de Janeiro de 1848, que a Rainha D. Maria II enviou à Câmara de Viana)  “...Hei por bem e me praz, que a Vila de Viana do Minho fique erecta em cidade com a denominação de Cidade de Viana do Castelo, e que nesta qualidade goze de todas as prerrogativas que direitamente lhe pertencem...”

“Banhos Quentes” - Publicidade de outros tempos

Ao folhear uma publicação já com algumas dezenas de anos, deparei-me com esta publicidade ao Balneário dos “Banhos Quentes da Praia Norte”, que se situava na extinta Av. da Praia Norte, absorvida pelos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.  Este Balneário faz parte das minhas memórias e recordações de tempos passados.  Devido à concentração de iodo nas águas da Praia Norte, estas instalações apelidadas de “Banhos Quentes” (em que a água do mar depois de aquecida era aproveitada para banhos e inalações, como uma forma de terapia e relaxamento), eram muito procuradas por pessoas da região do Alto Minho e da vizinha Galiza. Muitas delas chegavam a dormir, no chão, em casas de pescadores, principalmente naquelas junto ao Campo da Agonia.  É pena que o desinteresse e decadência ditassem o fim desta atividade em Viana do Castelo.  Li há pouco tempo na imprensa, que existe um projeto aprovado, para a instalação junto à Praia Norte, de um Centro de Talassoterapia...