Avançar para o conteúdo principal

Museu do Traje recebeu doação do etnógrafo Amadeu Costa

A Câmara Municipal de Viana do Castelo assinou, com os descendentes de Amadeu Costa, um protocolo de doação de uma valiosa colecção de trajes daquele etnógrafo vianense ao Museu do Traje. Na cerimónia, que integrou ainda a abertura da exposição “Amadeu Costa – Traje e Chieira”, José Maria Costa agradeceu aos familiares o “acto de generosidade” e lembrou uma “das figuras mais relevantes da vida cultural vianense”.
Esta doação inclui algibeiras, aventais, saias, coletes, casacas, camisas, lenços, calçado, meias, toalhas e trajes de homem e mulher e vem enriquecer assim o património do Museu do Traje de Viana do Castelo.
São dezenas de fatos que a sua família decidiu doar ao Museu do Traje, numa colecção que demonstra a sensibilidade com que Amadeu Costa viu o traje, e o povo vianense, incluindo trajes ricos, mas também os mais humildes, mais esquecidos, aqueles que chamaram menos a atenção dos coleccionadores: os trajes de trabalho, grosseiros, com pouca decoração, do quotidiano duro, das idas ao monte para cortarem o mato para as camas dos animais, ou das lavradas que duravam dias inteiros.

É esta a colecção que agora vai estar patente até final do ano e que tem uma fundamental importância para que o Museu possa cumprir a sua missão de estudar e divulgar os modos de vida tradicionais do Alto Minho dos finais do século XIX e inícios do XX, que formam a identidade vianense e alto minhota.
Amadeu Costa, recorde-se, foi um incansável lutador pela criação de um museu dedicado ao traje regional em Viana do Castelo. No momento da aquisição do edifício do Banco de Portugal para a instalação desse Museu, em 1996, foi ele que organizou a exposição Traje Regional, a primeira que aqui se realizou e, no ano seguinte, organizou também a exposição que marcou a inauguração do Museu: Ambientes Regionais e Trajes. Por esta razão o Museu atribuiu a uma das suas salas o nome de Galeria Amadeu Costa.
Por todas estas razões, o Presidente da Câmara agradeceu à família o acto de generosidade, lembrando o “Sr. Amadeu Costa como uma das figuras mais relevantes da vida cultural vianense”.
“O Museu do Traje, a sua «menina dos olhos» deve muito ao seu trabalho, esforço e preservação de peças de grande valor patrimonial que enriquecem o seu espólio, tal como todos os que têm cedido ou oferecido peças para exposição e para o património cultural do Museu do Traje de Viana do Castelo”, concluiu.

MENSAGENS MAIS VISUALIZADAS NOS ÚLTIMOS 7 DIAS

Campo de girassóis chama a atenção em Carreço (Viana)

Um extenso campo de girassóis pinta de amarelo a paisagem na Veiga de Carreço (Viana do Castelo), junto à estrada Nacional 13. Para quem passa por ali é difícil ficar indiferente à imensidão de flores que encanta qualquer um. A beleza é tanta que não falta quem pare por alguns minutos para observar os girassóis e aproveite a paisagem como cenário para tirar algumas fotografias.

Viana do Castelo de Outros Tempos

Assim era a cidade em modo postal ilustrado.

Castelo de Santiago da Barra: esquecido, a precisar de intervenção

Classificado como imóvel de interesse público desde 1967, o Castelo ou Forte de Santiago da Barra, em Viana do Castelo, está há muito a precisar de uma intervenção. É lamentável que a um sítio tão importante na história da cidade não seja dada mais atenção. Independentemente da necessidade de uma reabilitação mais profunda, que tarda em acontecer, merece uma intervenção mais imediata, nomeadamente a remoção de vegetação das muralhas e limpeza do fosso (ver fotografias). 📸 12 maio 2026 | @olharvianadocastelo

Pela praia do Cabedelo…

Num simples passeio matinal pela praia do Cabedelo, em Darque, Viana do Castelo, cruzei-me, além de imensas gaivotas (o que é normal), com maçaricos-galegos e borrelhos-de-coleira-interrompida (que nidificam por ali). O borrelho-de-coleira-interrompida é uma ave de pequenas dimensões, cuja coloração é acastanhada por cima e branca por baixo, apresentando uma coleira incompleta. O seu ninho é uma pequena cova, nas dunas ou em pleno areal, e a cor dos ovos confunde-se com a cor da areia. Neste momento, estamos em plena época de nidificação do borrelho-de-coleira-interrompida (Charadrius alexandrinus). A estrutura que se vê na fotografia está a proteger um ninho: permite aos progenitores aceder ao seu Interior e evita a destruição dos ovos (por pisoteio, predadores ou limpezas mecânicas). 📸 13 maio 2026 | @olharvianadocastelo

Arte ou vandalismo?

Grafitar sem autorização não é arte, é vandalismo. Este comboio passou pela estação ferroviária de Viana do Castelo neste deprimente estado de degradação consequência do vandalismo que nada poupa. Para além de danificar o património coletivo, gera altos custos de limpeza. 📸 11 maio 2026 | @olharvianadocastelo