Nesta pintura existente no Arquivo Distrital de Viana do Castelo, o autor mostra-nos uma vista da cidade junto à marginal do Rio Lima. Ao fundo, à esquerda, pode ver-se a “Casa do Elias” (presentemente acolhe a sede do Grupo Desportivo dos Estaleiros Navais de Viana), mais à direita observa-se o Mosteiro de S. Bento antes da sua demolição (hoje existe somente a Igreja com o mesmo nome). Mostra também esta obra as duas colunas comemorativas da construção da Ponte de Madeira e junto a estas, as “cabines” de cobrança das portagens para a travessia da ponte de madeira que ligava a cidade ao Cais Novo-Darque.
Hoje, dia 1 de maio, cumpriu-se uma tradição que ainda se mantém bem viva na cidade de Viana do Castelo, é as varandas dos edifícios da Praça da República aparecerem enfeitadas com as tradicionais “Maias”, ou coroas de flores. A exposição é promovida pela Câmara Municipal e hoje, como em todos os anos, lá estão as “Maias” a embelezar aquela que é considerada a “sala de visitas” de Viana do Castelo. Transcrevo um texto retirado do site da RTAM, que explica o porquê desta tradição das "Maias". A Maia, chamada, também, "Rainha do Maio", ou "Rosa do Maio", era uma boneca de palha de centeio, em torno da qual havia descantes toda a noite (1.º de Maio); outras vezes, uma menina coroada com flores, que se enfeitava com o vestido branco, jóias, etc., sendo colocada num trono florido, e venerada todo o dia com danças e cantares. Esta festa, sem dúvida com reminiscências pagãs (celtas-romanas), foi proibida várias vezes (caso de Lisboa onde em 1402, p...
