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A tradição e a etnografia na “Páscoa Doce” em Viana do Castelo


Viana do Castelo celebra a Páscoa com um conjunto de iniciativas que destacam as tradições e a identidade local. No âmbito da iniciativa Páscoa Doce, no dia 12 de abril, o centro histórico da cidade será palco de diversas atividades organizadas pela VianaFestas e o pelo Museu do Traje, promovendo a cultura e a fé que marcam esta época festiva.

Entre os destaques do programa está o Workshop de Palmitos, onde os participantes poderão aprender a confecionar os tradicionais palmitos, decorados com flores artificiais. O Feirão da Páscoa reunirá os Grupos Folclóricos da região, recriando um mercado tradicional, enquanto o Museu do Traje dinamizará atividades interativas para aproximar o público das tradições pascais vianenses.

“A execução do Palmito Vianense está relacionada com as celebrações religiosas do Domingo de Ramos, pois, estes eram levados e benzidos na Igreja Paroquial. Nas usanças locais, e ainda associado ao período Pascal, nas freguesias vianenses, era costume o “Mordomo da Cruz” oferecer um Palmito aos seus amigos e pessoas de grande estima”, como explica a mais recente brochura lançada pela VianaFestas sobre “Flores Devocionais”, da autoria de Hermenegildo Viana.

A programação inclui ainda a inauguração da exposição “Páscoa com Tradição”, que retrata a evolução dos rituais religiosos e profanos ao longo dos séculos, desde a Quarta-Feira de Cinzas até ao Domingo de Páscoa.

“Ao refletirmos sobre a vivência da Páscoa no concelho, verificamos que continua a ser um tempo de grande vivência espiritual e de celebração festiva para muitas pessoas, patente nas celebrações, na visita do compasso pascal, na gastronomia e, na etnografia, revelando assim, costumes, tradições e rituais que reforçam a identidade, a cultura e a coesão social dos vianenes”, explica Manuel Vitorino, presidente da VianaFestas, associação promotora das festas da cidade.

A par do ano passado, as ruas de Viana do Castelo receberão a Mordomia do Senhor dos Passos, a realizar-se às 16:00, recriará a tradição das devotas que ofereciam ramos de violetas à imagem de Nosso Senhor dos Passos. O cortejo sairá do Museu de Artes Decorativas, seguindo pela Rua Manuel Espregueira, Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, Rua da Picota, Praça da República e seguindo à Igreja Matriz para se oferecer os raminhos de flores.

As inscrições para a Mordomia decorrem até 11 de abril, no Museu do Traje.

A organização destes eventos resulta de uma parceria entre a VianaFestas e o Museu do Traje, que unem esforços para preservar e promover a riqueza das tradições pascais vianenses. A cidade convida a comunidade e os visitantes a viverem uma Páscoa de tradição e autenticidade.

A Páscoa Doce, promovida pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, decorre em Viana do Castelo entre os dias 12 e 21 Abril, com várias atividades que podem ser consultadas no site do município AQUI.

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Já há programação oficial para o LER EM VIANA - Festa do Livro e das Artes!

Iniciativa da Câmara Municipal de Viana do Castelo e organizado e programado pela Biblioteca Municipal, o LER EM VIANA - Festa do Livro e das Artes decorre entre 18 e 26 de abril reunindo um conjunto de propostas em torno do universo da leitura, das artes e da criatividade. O Centro Cultural de Viana do Castelo, será novamente o palco da edição deste ano. Feira do Livro, encontros com escritores, apresentação de livros, horas do conto para crianças e famílias, música e dança compõem a programação da 5ª edição do LER EM VIANA. Entrada gratuita todos os dias das 14h30 às 23h30.

Campo de girassóis chama a atenção em Carreço (Viana)

Um extenso campo de girassóis pinta de amarelo a paisagem na Veiga de Carreço (Viana do Castelo), junto à estrada Nacional 13. Para quem passa por ali é difícil ficar indiferente à imensidão de flores que encanta qualquer um. A beleza é tanta que não falta quem pare por alguns minutos para observar os girassóis e aproveite a paisagem como cenário para tirar algumas fotografias.

Intervenção na ponte móvel da marina de Viana, entrou na fase final

A ponte móvel pedonal localizada na margem direita do rio Lima, na entrada da marina de Viana do Castelo está inoperacional há mais de 2 anos. Presentemente, está em fase final a intervenção na ponte (e respetivos acessos) que teve início há cerca de seis meses. Inaugurada em 2007, esta travessia tem sofrido avarias constantes ao longo da sua existência. Espera-se que esta intervenção garanta a operacionalidade da infraestrutura a longo prazo.  A ponte está dotada da possibilidade de rotação de forma a permitir não só a passagem de peões (em posição fechada) mas também das embarcações (em posição aberta).  📸 abril 2026 | @olharvianadocastelo

Edifícios religiosos de Viana fazem parte da história da cidade

Viana do Castelo possui um vasto património religioso. É visível a marca de fé e devoção dos seus habitantes, com as dezenas de igrejas e capelas que se erguem em diversos locais da cidade. Umas mais imponentes outras mais modestas, todas dão um encanto diferente à cidade e são dignas de referência e de uma visita. Um dos exemplos é a igreja de S. Bento, situada na Praça Frei Gonçalo Velho. Esta igreja é o que ainda hoje resta do antigo convento de freiras beneditinas fundado no século XVI. 📸 abril 2026 | @olharvianadocastelo

A tradição das “Maias”

Hoje, dia 1 de maio, cumpriu-se uma tradição que ainda se mantém bem viva na cidade de Viana do Castelo, é as varandas dos edifícios da Praça da República aparecerem enfeitadas com as tradicionais “Maias”, ou coroas de flores. A exposição é promovida pela Câmara Municipal e hoje, como em todos os anos, lá estão as “Maias” a embelezar aquela que é considerada a “sala de visitas” de Viana do Castelo. Transcrevo um texto retirado do site da RTAM, que explica o porquê desta tradição das "Maias".  A Maia, chamada, também, "Rainha do Maio", ou "Rosa do Maio", era uma boneca de palha de centeio, em torno da qual havia descantes toda a noite (1.º de Maio); outras vezes, uma menina coroada com flores, que se enfeitava com o vestido branco, jóias, etc., sendo colocada num trono florido, e venerada todo o dia com danças e cantares.  Esta festa, sem dúvida com reminiscências pagãs (celtas-romanas), foi proibida várias vezes (caso de Lisboa onde em 1402, p...